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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mensagem para acabar o ano e começar de novo



«Eu acho que o amor, no sentido lato, é o mais importante da vida. O ver, a gente aprende. O ler, aprende-se um bocadinho mais. Mas o amor... o descobrir cada pessoa e a cada pessoa dar de nós e receber é a coisa mais importante que há.»
Germana Tânger
(Pode encontrar-se neste video gravado na noite de 15 de julho de 2010: https://www.youtube.com/watch?v=5j0HQMkPHhc#t=288)


Cancioneiro da Bicharada

Gostei destas canções feitas de bons poemas, uns sobre temas tradicionais, outros nem por isso, mas todos interessantes. Gostei das histórias com aquela dose de impossível que satisfaz a imaginação infantil...
Bem cantadas e bem ditas. Bem ditas, mas podia ser melhor... Bem sei que não é fácil ser uma Germana Tânger! Não consigo esquecer aquele dia em que ouvi esta senhora a dizer o Herodes de António Gedeão. Assisti a uma revelação! Como era possível ainda não a ter descoberto! Quem quer que queira ser uma diseuse tem que ouvir esta voz, esta expressividade, esta pronúncia certa dos sons, este rigor dos ritmos e dos silêncios.
Deixemos Germana Tânger para outro dia. Isto foi só um desvio. Fiquemos com este Cancioneiro, com esta "amostra" retirada do Youtube


Poemas da Mentira e da Verdade

Vai a caminho de outras terras este livro com poemas divertidos. O J. vai gostar.


Para abrir o apetite, deixo aqui este poema com "Tudo ao contrário"... (O que aparece entre parênteses rectos são comentários meus que o J. vai entender...)

O menino do contra
queria tudo ao contrário
deitava os fatos na cama e dormia no armário
[DORMIA NO ARMÁRIO?????]

Das cascas dos ovos
fazia uma omolete;
para tomar banho
usava a retrete
[NÃO PODE SER! É GRAVE, É MUITO GRAVE!!!]

Andava, corria
de pernas para o ar;
se estava contente,
punha-se a chorar

Molhava-se ao sol,
secava na chuva
e em cada pé
usava uma luva
[E EM CADA MÃO UMA MEIA, QUEREM VER??!! É GRAVE, É MUITO GRAVE!!]

Escrevia no lápis
com um papel;
achava salgado
o sabor do mel

No dia dos anos
teve dois presentes:
um pente com velas
e um bolo com dentes
[DEVIA SER DURO, NÃO?!]

E para ler mais, procurar aqui. Vale a pena!!
http://issuu.com/guimaraes2010/docs/poemas_da_mentira_e_da_verdade_1?e=2564542/6407541

sábado, 27 de dezembro de 2014

Quem tem medo do lobo mau, do lobo mau?...

O T. descobriu esta história... E como gosta dos puquinhos!






O Quebra Nozes já foi...

No dia 21 deste mês, representantes de 3 gerações estiveram no Teatro Camões...
Os pequeninos que lá estavam portaram-se como gente grande! A C. aproveitou a bom lugar para apreciar a orquestra e para imitar as bailarinas! Quis ficar até ao fim!
Agora, gostava que alguém me explicasse porque é que este espectáculo é para maiores de 6 anos! 

"Quebra Nozes" estreia nova versão no teatro Camões

terça, 02 dezembro 2014 18:10Escrito por  
"Quebra Nozes" estreia nova versão no teatro Camões
A Companhia Nacional de Bailado estreia na sexta-feira, no Teatro Camões, em Lisboa, o espectáculo "Quebra Nozes Quebra Nozes", nova versão do clássico, com coreografia de Fernando Duarte e encenação e dramaturgia de André e. Teodósio.
Segundo nota da Companhia Nacional de Bailado (CNB), será a Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por José Miguel Esandi, a interpretar esta belíssima peça musical do russo Tchaikowsky.

Os cenários e figurinos desta nova versão do tradicional bailado de natal são de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira.
Ernest Theodor Amadeus Hoffmann (1776-1822) escreveu o conto original, intitulado "O Quebra-nozes e o Rei dos Ratos", mas o argumento que daria vida ao bailado, anos mais tarde, vem de uma adaptação do escritor Alexandre Dumas.

A história decorre no Natal, na casa do juiz Stahlbaum na Alemanha, onde os filhos recebem a visita de familiares, entre eles o velho Drosselmayer, um tio solteirão excêntrico que gosta de magia.
O tio oferece à sobrinha Clara um quebra-nozes de madeira que - nos sonhos da jovem - ganha vida e se transforma num príncipe que luta contra o rei dos ratos.

Fernando Duarte e André e. Teodósio foram convidados pela directora da CNB, Luísa Taveira, a apresentar uma reinterpretação deste bailado, que teve a primeira versão coreográfica criada por Marius Petipa, estreada no Teatro Marinski, de São Petersburgo, em dezembro de 1892.

Ao longo do século XX, muitos coreógrafos criaram as suas versões, adoptando tanto a de Petipa, com características mais infantis, como a mais sóbria narrativa de Hoffman, mas mantendo presente a questão do limite entre o sonho e a loucura.
É sobretudo a partir dos anos 1940, com a chegada desta obra aos Estados Unidos, que se vai tornar um ícone, não só do bailado, mas também do Natal, recorda a CNB, na sua nota de imprensa.

O encenador André e. Teodósio, falando sobre o espectáculo salienta: "Embora desconheçamos a origem da maior parte das tradições que herdamos, já de outras destrinçamos bem o seu começo".
"O bailado Quebra Nozes é uma dessas tradições inventadas. E se ela é inventada, então não há nenhum mal em reinventá-la para que acompanhe estas noites brancas que, de oníricas, longe estão das singularidades do mundo de uma outra Clara!", acrescentando que lhe interessou fazer várias leituras da história.

Para a dramaturgia de "Quebra Nozes Quebra Nozes", André e. Teodósio percorreu várias trajectórias para compreender a obra original, pelo seu conteúdo dramatúrgico e pelo seu percurso ao longo dos anos.
"Quebra Nozes Quebra Nozes" estreia, no Teatro Camões em Lisboa, pelas 21:00 de sexta-feira, dia 07, e ficará em palco até 21 de Dezembro.

domingo, 21 de dezembro de 2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

Cante Alentejano! Este é mesmo do Alentejo!

Uma leitora atenta deste blog, alentejana q.b., mostrou-se chocada de ter colocado uma interpretação de Cante Alentejano por não alentejanos e não Cante mesmo por alentejanos mesmo!!
Ê beem q'ria... mazéque encontrê o outro primêro e pareceu-me ben. Não fiz bem o trabalho de pesquisa!

Agradeço o envio dos links (afinal, minha amiga, é só um... https://www.youtube.com/watch?v=UrAEHS6jJsQ) e como as minhas artes não me permitiram ser capaz de o colocar aqui, ao vivo, deixo aqui outros que me parece serem equivalentes. Espero ficar redimida.

Verdade, verdadinha que se dá pela diferença. Mas verdade, verdadinha que o cante só é universal por permitir a partir dele várias interpretações, nascidas todas da admiração e do encanto! Perdão, do encante!!!

Encontrei este video histórico




E este recente, de crianças de Pias.
O Cante tem futuro!


domingo, 30 de novembro de 2014

O Cante Alentejano é Património Imaterial da Humanidade!

Se antes já não duvidava que alguma vez os meus netos haviam de ouvir as belas canções alentejanas, agora tenho a certeza!

Sou daquelas avós que há muito descobriu e se encantou com o belo cante!!!

Deixo aqui esta interpretação da Gota de água pela Ronda dos Quatro Caminhos


Também gosto tanto da letra...

Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede

Dá-me uma gotinha d’água
dessa que eu oiço correr,
entre pedras e pedrinhas
entre pedras e pedrinhas
alguma gota há-de haver

Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta

A água da fonte corre
Limpa, clara, fresca e pura 
assim correm os meus olhos
assim correm os meus olhos
 para a tua formosura

Dá-me uma gotinha d’água
dessa que eu oiço correr,
entre pedras e pedrinhas
entre pedras e pedrinhas
alguma gota há-de haver



Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta


letra retirada de http://curlyadereaoblog.blogs.sapo.pt/tag/cante+alentejano, mas adaptada por mim à seleção feita pela Ronda dos Quatro Caminhos




O mar enrola na areia

Hoje, o Tomás, ao ver num livro o mar, começou logo a cantar....



versão infantil

Agora cantada por Jorge Palma (não sei porquê, mas não via nada esta canção a ser cantada por este cantor...). Mas fica interessante! Diferente da velha versão da Tonicha e da toada dita popular.


E agora a letra, muito completa, retirada de http://amusicaportuguesa.blogs.sapo.pt/238859.html

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.


O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.


O mar também é casado, ai
Até o mar tem mulher
É casado com a areia, ai
Pode vê-la quando quer.


O mar também é casado, ai
Até o mar tem filhinhos
É casado com a areia, ai
E os filhos são os peixinhos.


O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.


O mar enrola na areia
....

Ó mar tu és um leão, ai
A todos queres comer
Não sei como os homens podem, ai
As tuas ondas vencer.


Ó mar que te não derretes, ai
Navio que te não partes
Ó mar que não cumpristes, ai
O que comigo tratastes.


O mar enrola na areia
....
(repete)
Ouvi cantar a sereia, ai
No meio daquele mar
Tantos navios se perdem, ai
Ao som daquele cantar.


Até o peixe do mar, ai
Depenica na baleia
Nunca vi homem solteiro, ai
Procurar a mulher feia.


O mar enrola na areia
...
(repete)

domingo, 9 de novembro de 2014

A caminho da maioridade...

Desta vez, é uma notícia de lá para cá!

Pronto! Já está!

O primeiro dente já caiu!


E bem que se atrasou, que o novo já estava à espera, bem crescidinho!!

Será que a fada dos dentes vai surpreender este menino??

Tempo de férias

Não pode faltar papel, marcadores, legos, bolas, balões...









Maças siamesas


Isto quer dizer que comemos uma, ou duas maçãs?

Como é que contabilizamos as calorias e os açúcares?!

http://avonews.blogspot.pt/ 

http://avonews.blogspot.pt/

E ainda há mais..

http://avonews.blogspot.pt/

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Hibisco de outono

O outono tinha acabado de chegar...
A minha rosa-da-china, o meu mimo-de-vénus, a minha flor de graxa (?!), a minha graxa-de-estudante (?!), a minha goela-de-leão, estava assim 

http://avonews.blogspot.pt/

http://avonews.blogspot.pt/

Qual a coisa qual é ela (2)

Nível 1 - Outra adivinha para os mais pequeninos
Qual a coisa qual é ela

Cai no chão fica amarela?



Qual a coisa qual é ela? (1)

Inauguro hoje a secção das adivinhas!!!
Esta é uma adivinha muito fácil. Nível 1, digamos.
Para os mais pequeninos.

Qual a coisa qual é ela?
Branco é
Galinha o põe?





terça-feira, 30 de setembro de 2014

O pião?

Não me lembro se a aprendi primeiro em francês se em português...

Estava num livro de francês que acompanhou a minha infância e num livro de músicas infantis...

As letras são bem diferentes!
Gosto das duas e aprecio particularmente a letra politicamente incorreta da canção francesa.
De qualquer modo, parece-me que para as crianças de hoje, tanto o pião como a caixa de rapé são realidades pouco conhecidas...
E desde quando é que as letras foram lidas à letra e interpretadas pelas crianças que as cantarolam? Eu, pelo menos, nunca percebia bem o que estava a dizer. Aliás, foi um hábito que me ficou... Os meus filhos sabem o que estou a dizer...





Uma caixa de rapé de gente importante!!! Como a canção é francesa, aqui temos, ao que parece, a do Rei Luís XI.


E para contrastar, um pião bem popular!!




Ainda nenhum dos meus netos sabe jogar ao pião.
Não é tarde.

É uma das especialidades do avô.




O cuco e a Peppa só estão juntos neste post

Este pássaro é muito requisitado para a infância... ele é lengalenga, ele é canção...
Nunca se fala de como a mãe cuco é descuidada com os filhotes, que isso é conversa que não interessa!

Cucos que não gostam de couves e cucos a cantar, isso sim, é música!
Ao cuco que não gostava de couves, já contámos aqui o que lhe aconteceu...
Acabou a gostar, já se sabe, que é o que acontece a toda a gente que percebe que não tem outra alternativa!




E porque me parece que o cuco merece uma fotografia que lhe faça jus, aqui vai uma retirada de http://www.ninha.bio.br/biologia/cuco.html


Para ver uma foto ainda mais bonita e OUVIR, ouvir mesmo a sério um cuco a cantar, é só seguir o link : http://www.nature-pictures.org/pt/image/100/222/

Ah! Ainda temos os relógios de cuco!!!
E até há uma episódio da porquinha Peppa intitulado «Relógio de Cuco»!
Da porquinha Peppa, de quem a C. gosta tanto. Será por ser cor de rosa?!
Aqui fica o episódio do «Relógio de Cuco» em Português (do Brasil)e em Inglês.  Em Francês e em Greg, nada mais nada menos que uma hora na companhia da Peppa!

                                                    versão dobrada em Português do Brasil

original Inglês

porquinha Peppa em Francês

porquinha Peppa em Grego

Bem, e já me ia esquecendo de relembrar o Cuco no Carnaval dos Animais de Camille Saint-Saens!

De novo, o Cuco!



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ah les crocrocros...

Um destes dias, andando por aqui com a C., reparei que gostou desta canção.
Por acaso, já a tinha selecionado para pôr aqui.
Fiquei contente.
E já dei com ela a trauteá-la.


Por acaso, surgem-me muitas interrogações com estas canções cheias de animais tão atraentes como nós sabemos serem os crocodilos e de temas tão entusiasmantes como estes. Mas enfim, o mundo infantil continua a ser um mistério e les crocrocros soa muito bem!

domingo, 21 de setembro de 2014

Os primeiros molares


O J. acabou de me dar a notícia entusiasmada do nascimento de três - TRÊS - dentes novos! Os primeiros molares. 

Lembro a música que ele sabia, tão pequenino, e como aprendeu tão bem e disciplinadamente a lavar os seus dentinhos...





O primeiro dia de escola...
O nascimento dos primeiros dentes permanentes...

Há alguma coisa de definitivo e irrecuperável nisto tudo que me deixa um sentimento estranho...

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

D. Caio



Esta história deve ser do agrado do J. E não falta muito para ser também do da C. e do T. Ainda não a contei, mas a história do alfaiate que matou sete de uma vez não pode ser esquecida!
(Retirada daqui:http://oficinadaslinguas-clubedeleitura.blogspot.pt/2008/04/d-caio.html)

D. Caio

Era um alfaiate muito poltrão, que estava trabalhando à porta da rua; como ele tinha medo de tudo, o seu gosto era fingir-se de valente. Vai de uma vez viu muitas moscas juntas e de uma pancada matou sete. Daí em diante não fazia senão gabar-se: 
- Eu cá mato sete de uma vez!
Ora o rei andava muito aparvalhado, porque lhe tinha morrido na guerra o seu general Dom Caio, que era o maior valente que havia, e as tropas do inimigo já vinham contra ele, porque sabiam que não tinha quem mandasse a combatê-las. Os que ouviram o alfaiate andar a dizer por toda a parte: “Eu cá mato sete de uma vez!” foram logo metê-lo no bico do rei, que se lembrou de que quem era tão valente seria capaz de ocupar o posto de Dom Caio.
Veio o alfaiate à presença do rei que lhe perguntou:
- É verdade que matas sete de uma vez?
- Saberá Vossa Majestade que sim.
- Então nesse caso vais comandar as minhas tropas e atacar os inimigos que me estão cercando.
Mandou vir o fardamento de dom Caio e fê-lo vestir ao alfaiate, que era muito baixinho, e que ficou com o chapéu de bicos enterrado até às orelhas; depois disse que trouxessem o cavalo branco de Dom Caio para o alfaiate montar. Ajudaram-no a subir para o cavalo, e ele já estava a tremer como varas verdes; assim que o cavalo sentiu as esporas botou à desfilada, e o alfaiate a gritar:
- Eu caio, eu caio!
Todos os que o ouviam por onde passava diziam:
- Ele agora diz que é o Dom Caio; já temos homem.
O cavalo, que andava acostumado às escaramuças, correu para o sítio em que se combatia, e o alfaiate com medo de cair ia agarrado às crinas, a gritar como um desesperado:
- Eu caio, eu caio!
O inimigo, assim que viu o cavalo branco do general valente e ouviu o grito: “Eu caio, eu caio!”, conheceu o perigo em que estava, e disseram os soldados uns para os outros:
- Estamos perdidos, que lá vem o Dom Caio; lá vem o Dom Caio!
E botaram a fugir à debandada; os soldados do rei foram-lhes no encalço e mataram-nos, e o alfaiate ganhou assim a batalha só em agarrar-se ao pescoço do cavalo e em gritar: “Eu caio”.
O rei ficou muito contente com ele e, em paga da vitória, deu-lhe a princesa em casamento, e ninguém fazia senão louvar o sucessor de Dom Caio pela sua coragem.

Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Português, Dom Quixote


Mais notícias de dinossauros...desta vez um pequenino

Os dinossauros continuam a ser notícia! Os dinossauros que, como todos sabemos, são dos animais mais mortos que se conhece!
Desta vez um dinossauro pequenino! 1,60 apenas... pela minha altura. No tempo dos ENOOORMES dinossauros, também havia pequenos dinossauros. Isto foi só há 152 milhões de anos...
Foi encontrado - o que resta dele, claro - em Porto das Barcas, uma praia da nossa região Oeste, pertinho da praia de Paimogo, terra natal de outros velhos amigos dinossauros carnívoros, como já vimos aqui.
Este dinossauro pertence à família dos ornitópodes. Este nome é esquisito, mas quer dizer, simplesmente, «pé de pássaro». Isto esclareceu o avô G., que tem a magia de transformar palavras complicadas em palavras simples!
Pois este nosso amigo é herbívoro (quer dizer, foi) e, no caso de um humano lhe aparecer à frente, não estaria interessado nele! Que descanso!! Apesar de muito mortos, é sempre reconfortante saber que se por acaso aparecesse um perdido por aí (nunca se sabe!!!) ele não estaria interessado em nós para repasto!!
Aqui está a notícia séria e completa!

Eousdryosaurus, o pequeno dinossauro
que viveu num tempo de gigante

2014-09-16
Um grupo de investigadores espanhóis e portugueses publicou recentemente na revista internacional Journal of Vertebrate Paleontology a descoberta de uma nova espécie de dinossauro ornitópode que viveu no território português há 152 milhões de anos. Este novo dinossauro foi apelidado de Eousdryosaurus nanohallucis que significa “o dryossáurio do oriente com polegar reduzido” e pertence à Colecção Paleontológica da Sociedade de História Natural, sedeada em Torres Vedras.
Várias jazidas do Jurássico Superior encontradas nos últimos anos na região centro-oeste de Portugal são especialmente ricas em restos de dinossauros e outros vertebrados, situação que tem permitido aumentar consideravelmente o conhecimento sobre os ecossistemas que constituíram a Península Ibérica há 150-145 milhões de anos.
Este novo dinossauro foi encontrado em 1999 por um amador, num bloco caído das arribas na Praia de Porto das Barcas (Lourinhã). Posteriormente, o responsável pela descoberta, e que reuniu uma grande colecção de dinossauros por si recolhidos em 80 km de costa litoral oeste, doou o seu espólio à Câmara Municipal de Torres Vedras para que esta integrasse a colecção paleontológica já existente na Sociedade de História Natural, sedeada em Torres Vedras.
O exemplar, em muito bom estado de preservação, consiste num esqueleto parcial do qual se encontram representados elementos da cauda, da cintura pélvica (pélvis) e das patas posteriores. Neste exemplar é de destacar a presença de um pé completo que permite constatar que Eousdryosaurus possuía um polegar de pequenas dimensões (dedo I) e dirigido posteriormente, uma das características peculiares desta nova espécie.

Ao longo da sua história evolutiva os dinossauros ornitópodes adquirem um pé constituído por três dedos. Contudo, a excelente preservação de Eousdryosaurus permite à comunidade científica concluir que isso ocorreu após a radiação dos dryossáurios, que ainda mantêm quatro dedos no pé.

O estudo do registo de dinossauros do Jurássico Superior Português permitiu a descoberta de mais de uma dezena de novas espécies. Entre estas, Eousdryosaurus é a primeira espécie de um ornitópode dryossáurio. Os dryossáurios foram um grupo de pequenos dinossauros bípedes e provavelmente ágeis e velozes que habitaram na Europa, América do Norte e África durante o final do período do Jurássico e início do Cretácico.


O esqueleto foi encontrado em Porto das Barcas
Eousdryosaurus foi um pequeno dinossauro que viveu num tempo de gigantes: o esqueleto encontrado em Porto das Barcas pertenceu a um indivíduo que teriam aproximadamente 1.60 metros de comprimento e cerca de meio metro de altura.

Este dinossauro encontrado em Portugal é ligeiramente mais pequeno que os exemplares mais bem conhecidos deste grupo, como são caso do representante Norte-americano Dryosaurus.

A descoberta e o estudo desta nova espécie foram desenvolvidos por uma equipa internacional de investigadores da Sociedade História Natural (Torres Vedras), do Grupo de Biologia Evolutiva da UNED (Espanha) e da Universidade de Lisboa, que se têm dedicado conjuntamente e nas últimas décadas ao estudo das faunas de vertebrados, em particular dinossauros, do Jurássico Superior português.
Retirado daqui http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59247&op=all

Eousdryosaurus seria assim?


Porto das Barcas é assim. E há milhões de anos atrás não deveria ser muito diferente. Se os dinossauros desapareceram, a natureza que os viu aparecer e desaparecer não terá mudado muito... O mar azul, as ondas alterosas, os céu silencioso...

sábado, 30 de agosto de 2014

Perder-se nos livros...


Comigo é assim: tanto me perco como os perco :)))

Não sei se esta história contada no «Pó dos Livros» se teria passado mesmo assim. Mas quer se tenha passado ou não, é uma bonita história que bem se podia ter passado assim. Tenho dito.

Agora o copy paste com imagem e tudo.




Uma miúda dos seus 4 a 5 anos corre ofegante para o balcão:

- Eu estou a brincar às escondidas. Por acaso não tem um livro grande onde eu me possa esconder?
- Não temos um livro assim tão grande, mas podes esconder-te atrás de uma estante.
- (franzindo o sobrolho) Não percebo… a minha mãe diz que gosta de livros porque se pode perder dentro deles.
- Ah! Mas não me parece que seja exactamente isso que ela quis dizer.

(retirado daqui: http://livrariapodoslivros.blogspot.pt/search?updated-max=2014-03-18T13:12:00Z&max-results=20)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Fernando Pessoa na voz de José Afonso

Não tenho a certeza, mas creio que este poema entrou na minha vida com a música do Zeca.



O video apresenta um comboio como deve ser, mas eu acho que o comboio de Queluz à Cruz Quebrada, descendente ou ascendente, deveria ser mais deste estilo...

Aldeia de José Franco (Sobreiro de Mafra)

Poesia infantil de Fernando Pessoa? (5)

Este poema, com a entoação certa, pode agradar aos meus netos.
É infantil? Não é do mesmo modo que os anteriores o são. Mas acho que pode ser.

(Aliás, tenho muitas dúvidas acerca da categoria «infantil»...)

No comboio descendente

No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada,
Uns por verem rir os outros
E os outros sem ser por nada —
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada.
No comboio descendente
Vinham todos à janela, 
Uns calados para os outros
E os outros a dar-lhes trela —
No comboio descendente
Da Cruz Quebrada a Palmela.
No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E os outros nem sim nem não —
No comboio descendente 
De Palmela a Portimão.
(retirado de http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/fileadmin/CASA_FERNANDO_PESSOA/Imagens/servico_educativo/No_comboio_descendente.pdf)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Futebol


Primeiro treino de futebol.
A correr com estilo!!! Há-de haver uma bola algures...

De pequenino se torce o destino, como diz a canção do Sérgio Godinho...


Futebolista a correr


No princípio era assim:

retirado de: http://www.prof2000.pt/users/fair-play/

Os olhos da Marianita

Uma bela canção  popular tão do agrado da C.




terça-feira, 26 de agosto de 2014

Porquinha Peppa

Quem é esta porquinha Peppa que encanta a C. e o T.?
Parece que é uma animação britânica de 2004. Demasiado recente para mim...
Nunca é tarde para aprender!

A Peppa tem 5 anos e mora com os seus pais e o seu irmãozinho de ano e meio. Está-se mesmo a ver que tem os ingredientes fundamentais para uma boa identificação infantil! Muita brincadeira e muitas aventuras! E em várias línguas, como convém à C. e ao T.!




 



Poesia Infantil de Fernando Pessoa (4)



Poema Pial


Toda a gente que tem as mãos frias
Deve metê-las dentro das pias.

Pia número UM,
Para quem mexe as orelhas em jejum.

Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.

Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.

Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.

Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.

Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis.

Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.

Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.

Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.

Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.

E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!

(retirado daqui: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/fileadmin/CASA_FERNANDO_PESSOA/Imagens/servico_educativo/Poema_Pial.pdf)

Há aqui coisas muito estranhas!!!!
Só mesmo as crianças são capazes de entender!!!

Era uma vez um cuco que não gostava de couves


A C. e o T. gostam muito deste cuco que não gostava de couves...

Esta animação é do tempo da Rua Sésamo, dos melhores programas infantis de que há memória.



Era uma vez um Cuco
Que não gostava de couves.
Mandou-se chamar o pau
Para vir bater no cuco
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”
Mandou-se chamar o fogo
Para vir queimar o pau
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”
Mandou-se chamar a água
Para vir apagar o fogo
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”
Mandou-se chamar o boi
Para vir beber a água
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”
Mandou-se chamar o homem
Para vir ralhar com o boi
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”
Mandou-se chamar o polícia
Para vir prender o homem
O polícia não quis prender o homem
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer: “Couves não hei-de eu comer!”
Mandou-se chamar a morte
Para vir matar o polícia
A morte quis matar o polícia
O polícia já quis prender o homem
O homem já quis ralhar com o boi
O boi já quis beber a água
A água já quis apagar o fogo
O fogo já quis queimar o pau
O pau já quis bater no cuco
O cuco já quis comer as couves
Era uma vez um cuco
Que já gostava de couves!
(retirado daqui: http://educamais.com/lengalenga-do-cuco/)