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segunda-feira, 26 de março de 2012

Primavera por todo o lado (2)

Gosto do seu ar descontraído e pouco exigente...
Chamo-lhe sardinheiras... não são todas iguais,
sempre há umas que capricham mais,
umas que caem para aqui, outras que caem para acolá...
umas veremelhuscas tipo papoila
outras vermelhas de sangue
outras ainda mais finas e aveludadas

e ainda as malvas de nome tão belo

por aqui vão crescendo algumas,
fazendo um esforço para ultrapassar tanto tempo de maus tratos...
e a ausência do J. que não está cá para as regar...







Primavera por todo o lado



De um momento para o outro tudo muda.
A Primavera irrompe pelos campos, pelas ruas...
Até fico atordoada...

Tanto verde, tanta cor, tanta vida!

Apesar da seca
Também acontece primavera no nosso quintal...

os lírios do campo...


as glicínias, as doces e perfumadas glicínias...

 

rebentos das hortênsias...






rebentos do hibisco

domingo, 25 de março de 2012

Sebastião come tudo

Esta é um clássico! Actualizado!!!
Ainda aprendi - e cantei para os meus filhos - a versão portuguesa que vai na linha do «quanto mais me bates, mais gosto de ti»... Sebastião come tudo e depois dá pancada na mulher!!!! E não é verdade que durante muito tempo não me interroguei sobre isso?
Esta versão tem pouca ênfase... é tudo muito neutro... mas é o que se pode arranjar!

Eu mexo um dedo...

Hoje cantei para a C.. Para o J. isto já é canção de bebés...



quinta-feira, 22 de março de 2012

Sabiá lá na gaiola

O Sabiá é uma espécie muito popular no Brasil; o Sabiá-laranjeiro de canto único, nunca repetido...


Hoje o vô G. chegou a casa a cantar «Sabiá lá na gaiola...». Como é que ainda não me tinha lembrado desta canção tão bonita?! Principalmente acompanhada de gestos infantis a mimar.
Vai ser das próximas a cantar ao J. e à C.



Sabiá na gaiola fez um buraquinho
                      
Voou, voou, voou, voou
                              
E a menina que gostava tanto do bichinho
                              
Chorou, chorou, chorou, chorou


      
Sabiá fugiu do terreiro
      
Foi cantar lá no abacateiro
              
E a menina disse a chorar
     
Vem cá sabiá, vem cá


                  
E a menina diz soluçando
             
Sabiá estou te esperando
                
Sabiá responde de lá
  
Não chores que eu vou voltar
  
Não chores que eu vou voltar

quarta-feira, 21 de março de 2012

Havia um menino - poema de Fernando Pessoa (1)


J. e C., o que dizem de um caracol que não é um caracol????

Ora peçam aos papás para lerem esta poesia do Fernando Pessoa e descubram de que caracol é que ele está a falar!!!



Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.

Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.

Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.

Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.

Tirei daqui: http://www.rosanycosta.com.br/poesias-infantis/67-modelo-de-poesia.html


Dia Mundial da Poesia




A zebra quis
ir passear
mas a infeliz
foi para a cama


- teve de se deitar
porque estava de pijama.


Sidónio Muralha


Pois é! Isto de andar sempre de pijama às riscas!!!

terça-feira, 20 de março de 2012

Carnaval dos animais (6) Cangurus (Kangourous)


E quanto a animais simpáticos, que dizer do canguru?! Especialmente da mamã canguru sempre tão atraente com os seus filhotes a espreitar...




Atrás do elefante vem dois cangurus. Cautelosamente e muito curiosos observam os animais que dançam na frente, e quando menos se espera, eles começam a pular




Carnaval dos animais (5) - O Elefante (L' éléphant)

Animal simpático este! Apesar de ser tão grande e pesadão, não é assustador. As grandes orelhas a abanar, a tromba comprida a dar a dar, os olhos pequeninos e aqueles dentinhos...
não sei porquê, dão-lhe a sua graça!



E as tartarugas encontram um rival: o elefante também quer dançar. “Se elas podem – diz ele – eu também posso”. As melodias escolhidas agora são a dança das Sílfides de Berlioz e o Scherzo de Sonhos de um Verão de Mendelsshonn. Mas para acompanhara  sua dança, o elefante quer um instrumento que seja do seu tamanho, que combine com sua delicadeza de movimentos – o Contrabaixo.



Carnaval dos Animais (4) - Tartarugas (Tortues)

Ora aqui estão as tartarugas e as tartaruguinhas
Vagarosas
Há muito tempo.
Não é preciso ter pressa.
Que ideia divertida a de Saint-Saens de as pôr a dançar!!!


Aparecem agora as tartarugas que queriam ser bailarinas. Fazem o que podem para dançar o can-can de Offenbach. Uma melodia bastante importante conhecida. E para descrever realmente o movimento das tartarugas, o autor utiliza a melodia num andante em que elas possam acompanhar. E depois de tanto esforço, como acabam cansadas!

domingo, 18 de março de 2012

Indo eu, indo eu a caminho de Viseu...

Esta também é daquelas que não pode faltar no repertório dos netos...
Não quer dizer que pense dela alguma coisa de especial, mas a verdade é que a devo achar boa de cantar...e de bailar!!!

sábado, 17 de março de 2012

Carnaval dos animais (3) Hemíones ou Onagros ou asnos selvagens (Hémiones)

Este animal tem um nome estranho... Mas a sua aparência é muito familiar. Hémione parece ser uma espécie selvagem do burro que por cá conhecemos. Só que enquanto o burro doméstico é burro de carga, pouco interessado em velocidade, este parece interessado em correrias...



Como correm estes asnos pelos campos!
Eles são conhecidos por serem muito velozes e aqui parecem estar a voar, quando os dedos ágeis dos pianistas deslizam pelo teclado numa velocidade incrível. Ora prestem atenção nestes dois asnos que vão a passar. Nem vai dar tempo para os ver como deve ser...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Carnaval dos animais (2) Galinhas e Galo ( Poules et coq)



«Este zoológico tem até um galinheiro - representado pelas cordas unidas ao clarinete solista - onde o galo namorador corteja as galinhas, que, entretanto, estão muito preocupadas em botar ovos».

domingo, 11 de março de 2012

Carnaval dos animais - A Marcha do leão (Le lion)

Majestoso
Imponente
Um verdadeiro rei
Um verdadeiro leão!!!!

Agora vamos visitar um jardim zoológico, e conhecer os animais de uma forma diferente. O primeiro que aparece é justamente o rei dos animais: o Leão. Orgulhoso e imponente, ele marcha pela floresta, desprezando todos. “Eu sou o rei” – ruge com ferocidade, “eu sou o senhor dos animais"


Agora passeando-se entre a orquestra...



O Carnaval dos animais de Camille Saint-Saens ou antes, que Camille é um compositor francês, Le Carnaval des Animaux



Acredito que o J. vai gostar deste video. E desta música (que já conhece). Será que acerto?
Mas que animais divertidos!!!



E então estes? São verdadeiramente especiais!!! E andam pelo meio dos músicos!... Será que verificam se desafinam? Certo é que parecem todos muito divertidos!!!



quarta-feira, 7 de março de 2012

Balada da Neve

A propósito e a despropósito de neve...
Não há quem, com idade de avó, não se lembre da «Balada da Neve»...
Andava à procura do João Villaret e tropecei neste
 video interessante centrado nos «pezinhos de criança»...

Tanta neve

Tanta neve, tanto branco! Tão perto das neves eternas...






Há um ano e um mês este era só um local de férias.
Passado um ano e um mês este vai ser o lugar onde o J. vai crescer.

Daqui a um ano, como estará este meu país, sem neves eternas, com este céu azul intenso, este sol que queima, este mar que não pára?

Este «meu país de Marinheiros,/ o meu país das Naus, de esquadras e de frotas»...Onde estão agora os marinheiros, as Naus e as frotas?

É verdade que também já não temos
«Tísicos! Doidos! Nus! Velhos a ler a sina!»
Que também já não temos
«Etnas de carne! Jobs! Flores! Lázaros! Cristos!»
Também já não temos
«Monstros, fenómenos, aflitos, aleijados»
Não
«mugem roucas ladainhas»
ou
«uivam 'uma esmola p'las alminhas/ Das suas obrigações'»
ou

Temos?
«Qu'é dos Pintores do meu país estranho,
Onde estão eles que não vêm pintar?»

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tanto mar II

Outra vez o mar. Desta vez num dia chuvoso do final de ano de 2010. Apesar do mar picado, parece tudo tão estático que até a gaivota empoleirada parece enfeite de porcelana... Não é.
E foi ela que entreteve alguns momentos do J. que a observava através dos vidros do restaurante. Nessa altura, ainda não tinha 3 anos. Um ano, quando se tem só dois, é um tempo tão imenso que não há memória capaz de o guardar...