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terça-feira, 26 de junho de 2012

Era uma casa



Lembro-me de cantar aos meus filhos. Mas não sei de quando é esta canção tão engraçada.

O video também está divertido. Opinião de avó.



Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque pinico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na rua dos bobos
Número zero

Luzinha

Acabei de descobrir esta canção tão bonita na voz da encantadora Sara Tavares.
Será que conseguirei aprender?
Será que os meus netos gostarão de a ouvir aqui?


Não considero as imagens particularmente interessantes a não ser a última...
Faz-me lembrar, por mais de uma razão, o meu querido J.!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Era uma vez um rei

Não tenho a certeza se o J. sabe esta canção. Saberá?
No caso desta música, aceito a adaptação do original do José Barata-Moura.
Fico à espera da resposta do J.

A mudança do macaco Zacarias

O pai do J., a mãe da C. e o tio do J. e da C. cresceram ouvindo e sabendo estas músicas e estas letras divertidas. É do melhor que continua a existir para crianças. Lembro-me que o J., da última vez que cá esteve já a sabia cantar... Coisa que ele, aliás, faz muito bem!

É pena o video não ser mais animado. Mas a capa do disco, como se dizia no século passado, tem o desenho de um macaco bem giro. E só ouvir também é bom, pois é, J?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A História do 1 e do 2


Esta história é dedicada ao meu querido J.



A HISTÓRIA DO UM E DO DOIS



Estava calor e a avó gosta muito de iogurtes líquidos fresquinhos… de morango, banana… qualquer um é bom. Tinha acabado de fechar a porta do frigorífico, estava com o iogurte líquido de banana na mão, quando ouviu, num som estranho mas nítido, o que, pela tonalidade, parecia ser uma discussão. A avó ficou parada, e não conseguiu deixar de escutar. Vou repetir para ti, meu querido J., a conversa que a avó ouviu entre dois dos números com que gostas de brincar na porta do frigorífico, que te vai deixar tão espantado como me deixou a mim!




- Já te disse, e escusas de te armar, que EU sou sempre o primeiro e o mais importante. Pois diz-me lá, hem, diz, diz, qual é o primeiro número que as crianças aprendem, qual é? Estás calado? Pois, custa-te admitir, não é? Digo-te eu. É O UM. O 1.

- Não percebo tamanha jactância (não sei como é que um número sabe usar esta palavra tão difícil…mas foi mesmo o que ouvi). TODA a gente sabe que o 2, DOIS, vale mais do que o um! Pois não sabes que dois euros valem mais do que um? TODA a gente sabe, e principalmente os meninos pequenos, que é bem melhor 2, DUAS, bolachas do que uma!

- Não percebes mesmo nada, pois não? DUAS bolachas é mais do que uma, porque duas bolachas é apenas… e agora toma toda a atenção: UMA bolacha MAIS UMA bolacha.

1+1=2



Depois disto, só ouvi um silêncio. Acho que tinham dado por mim. Os números, as flores, os animais, os brinquedos…só conversam quando nenhum humano está por perto.

Afastei-me sorrateiramente e fiquei a pensar nesta situação tão curiosa!!!


sábado, 16 de junho de 2012

Naturezas-mortas

Quando somos crianças (e até um pouco mais crescidinhos) há coisas que nos fazem confusão...
Para mim, uma delas era o título de certos quadros, que representavam normalmente coisas bonitas e algumas bem apetitosas... naturezas-mortas!
Pois estas maçãs e laranjas, tão a jeito de estender a mão, são, para além de maçãs e laranjas , uma natureza-morta?


Paul Cézanne,Pommes et oranges, vers 1899,huile sur toile, musée d'Orsay, Paris, France
E outros
com belas cerejas...
Pêssegos

Cestos de fruta,
cachos de uva caindo dos bordos das fruteiras

Tudo de fazer crescer água na boca...

Aquela palavra «morta» fazia-me confusão...
E afinal, natureza-morta é só um nome para as representações de objectos inanimados.
Algumas das naturezas-mortas cá de casa

Uma flor num solitário - quase morta

Uma violeta num vaso - bem vivinha







                                          Flores numa jarra - quase mortas
                                                   
Este morreu muito depressa...


Este nunca esteve vivo



Estas estão completamente mortas

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ora abóboras! (2)

Isto é uma resposta (tardia, verdade se diga) à minha querida amiga G., habitual comentadora deste blog, que me fez um reparo muito pertinente... afinal, o que é que EU tinha feito das abóboras???


Ora aqui podeis ver o que fiz delas

Isto já foi há algum tempo...
de tal modo que estes frasquinhos, pelo menos os que cá ficaram, se encontram já todos vazios à espera de mais conteúdo.
É o que dá uma avó ter uma vida tão ocupada; não consegue manter o blog em dia!

Pois é, tenho de confessar que esta ideia de fazer compotas pertence àquilo que considero que deve ser função de uma avó. Ora, na verdade, é preciso também que os netos achem que comê-las também é uma função que lhes pertence! Os meus netos ainda não chegaram a essa fase!:(

Não sei... talvez ainda não tenham passado cá em casa uma daquelas tardes longas de domingo, em que a cozinha fica quentinha e cheirosa, e em que a presença deles enche a casa de sorriso e de alegria.

Afinal, adivinhem QUEM comeu os doces que ficaram cá em casa?
Por obrigação, teve de ser a avó.
Ora, isto tem-se repercutido, de forma evidente, no aumento do perímetro abdominal da avó em causa. Porque o avô, nestes assuntos, não é nada solidário!!!

domingo, 10 de junho de 2012

Todo o mundo sabe dormir

O que eu tenho procurado esta canção...
Eu tinha na altura uma menina, que agora é a mãe da C., que nem sempre sabia dormir...
Cantava-lhe este refrão atabalhoadamente, como é meu costume, mas adorava esta canção.
Encontrei-a apenas aqui http://mais.uol.com.br/view/629665 e parece-me que esta não é a versão que conheci...
Paciência...muita coisa se perde no tempo e nós, sem nos darmos conta, também nos perdemos nele...


Agora sou eu a precisar desta canção, de vez em quando...

MPB4 - Todo mundo sabe dormir.    

Todo Mundo Sabe Dormir

 

Não precisa usar
Mãos para pegar
Não precisa usar                                               
Os pés para chegar
Aonde o sono está                                                          
Tem só que fechar
A janela do olhar
E a porta da voz

                                                       
Todo mundo sabe dormir Gente, gato, jaboti,                            
Peixe, macaco, leão,                                                                                          
Mosca, mosquito, siri

Todo mundo sabe dormir
Elefante, bem-te-vi,
Pinto, cachorro, pavão,
Só essa menina não

Todo mundo sabe dormir
Só essa menina não                                                                 


O avô viu um sapo (3)

No dia 13 de Setembro do ano passado mostrei aqui o sapo que tinha visto na entrada da nossa casa, junto ao portão!

Vi-o várias vezes.

Quando o J. cá veio, já em Dezembro, fizemos uma pesquisa intensa pelo quintal à sua procura. Só  ouvimos o restolhar das folhas, mas sapo... nada.

Nessa altura já estava batizado!

Sapo Tobias.

Pois surpresa das surpresas, não é que um dia destes o avô dá com ele no sítio onde eu o tinha visto pela primeira vez? Á entrada da casa, junto do portão?

Aqui está ele, todo anafado...



Por onde andaste sapo Tobias? Onde passaste o Inverno?

Talvez debaixo da folhagem que cai da sebe. Bem escondido, bem protegido do frio, aguardando a chegada das temperaturas mornas da Primavera...

Sabias, J. que os sapos, quando chegam as temperaturas mais frias do Inverno, hibernam. Isto quer dizer que têm que procurar um sítio que os isole da temperatura fria do exterior. Depois, ficam muito quietinhos, o organismo faz o mínimo para se manter vivo - grandes preguiçosos -  praticamente só respiram. Fazem um grande, grande soninho e acordam só quando sentem um calor morninho e húmido. Pois, o sapo também precisa de humidade. Ele até gosta de viver perto de riachos.
Sabes que até consegue respirar dentro de água? Que capacidade maravilhosa! Também por isso pertence ao conjunto de animais anfíbeos, quer dizer, aqueles animais que tanto podem viver na água como na terra.

Por isso me interrogo como veio este nosso Tobias aqui parar!
É verdade que dantes passava por aqui um riacho, mesmo junto ao muro do quintal. Provavelmente aquela terra continua fresquinha, por isso sabe-lhe bem, e depois dá umas voltitas por aqui.

E tem família! O avô deu com outro sapo, ainda maior do que o Tobias, ao fundo do quintal!

Natal

Natal é em Dezembro, mas em Maio pode ser

É como diz a canção

Natal é sempre que um homem quiser, por isso Natal neste blog aparece sempre que eu quiser.

Eis um momento de concentração do J., na altura de desfazer o presépio, a retirar e a observar um dos Reis Magos.





Papageno

Então não é que a C. fica a olhar concentrada?!...




Este próximo Papageno é bem mais recente e esteve em Portugal. Uma encenação interessante com alguma psicanálise inicial... Na altura o N., tio do J. e da C., tinha 14 anos e já conhecia bem esta ópera.


sábado, 9 de junho de 2012

Rabirruivo preto

Nome científico, Phoenicurus ochruros (acho que este, então, é mesmo, mesmo científico!)

Pois o nome do pássaro que, para mim, nunca passaria de um pássaro, chama-se rabirruivo preto!

As coisas que o avô sabe!!
E que, ainda por cima, acontecem mesmo aqui, quase, quase dentro de casa!

Então não é que o rabirruivo preto fez o seu ninho na garagem!!! Em cima de umas caixas que para lá estão?!

O avô, com o seu entusiasmo silencioso, foi tirando fotografias dos vários momentos...

Não é um encanto, J.?

O ninho em cima da caixa


O ninho com ovinhos



E agora, o que falta?

SAIR DO OVO, POIS CLARO!


Passarinhos acabados de nascer!!! Como precisam ainda dos cuidados da mãe!!!



Ainda estão muito frágeis!


O QUE FALTA?



 Estar pronto para voar!!!


E VOAR MESMO!

Não é difícil imaginar o rabirruivo preto a voar... é apenas um passarinho que mede cerca de 14 cm - é pouco maior que a tua mãozinha toda aberta.

Mesmo pequenino, consegue voar para os países mais quentinhos do Sul - os daqui vão até África - quando por cá chega o frio...

Eu acho que sou como estes passarinhos... só que não posso ir para os países quentinhos quando chega o frio... Remedeio-me com a lareira e desejando que o Inverno passe depressa.. 

Ovos azuis de melro!

Melro, nome científico «Turdus merula»!
 (Na sequência do post anterior, faço questão de mostrar a insensibilidade da ciência)

E eu, pessoa tão crescida, nunca tinha visto ovos de melro!!! E aqui mesmo, num ninho escondido na sebe do nosso jardim!...

E como o J. gostaria de os ter visto!

Mas o avô tirou esta foto excepcional!!!



Lindos, de um azul lindo!


E aqui está, empoleirado, na sua pose de melro, o pai, ou, sei lá, talvez um tio ou um primo destes melrinhos por nascer! A mãe não pode ser, nem nenhuma familiar do sexo feminino... É que as mamãs melro e as meninas melro têm um bico menos amarelinho e umas penas menos escurinhas!




Trabalho Infantil

Percebe-se quando digo que o J. faz muita falta para ajudar no jardim e no quintal????

Ou é preciso mostrar uma foto?

Flor de cera

«Hoya carnosa» é o nome científico.
Como já se sabe, os nomes científicos são sempre muito contrários a tudo o que é a beleza e o cheiro das flores.
Das flores e, aliás, de muitas coisas mais...

 Espero que quando o J. chegar, ainda restem algumas destas flores para lhe mostrar








A primeira boneca

Esta é a primeira boneca da C.

O vestido ainda está por fazer, mas isso não é muito importante.

Deve dizer-se também, em abono da verdade, que esta também é a primeira boneca que a avó fez.

Faço questão de aprender a ser avó experimentando diversas técnicas e estratégias :)





Carnaval dos Animais - Aves (10)

Aves
Muitas
Em voo rápido

Tão divertido



Carnaval dos Animais - O Cuco (9)

Le Coucou au fond des bois...

Os meus netos já ouviram um cuco?
É um som mesmo parecido com este do clarinete...

Vamos ouvir


Carnaval dos Animais - Personagens de orelhas longas (8)

Personagens de orelhas longas....
Quem poderá ser?

Orelhas longas..
Orelhas longas...

Só me lembro de burros ou algo parecido...

Não devemos esquecer que Camille Saint-Saens tinha sentido de humor!!!

Carnaval dos Animais - Aquário (7)

Tubarões
Raias
Tartarugas
E tantos tantos peixinhos

Como parecem serenos e inofensivos...


Pudera! Vivem num aquário, bem protegidos e alimentados!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ternura é



ouvir a voz do J., ao telefone

....Avó, sabes como se diz «gosto de ti» em francês?
    Je t'aime

domingo, 3 de junho de 2012

1000 animais para procurar

1000 animais para procurar!!!

Se o J. procurar 1 animal por dia vai precisar de 1000 dias.
Cada ano tem 365 dias.
1000 dias são dois anos e qualquer coisa... É muito tempo.
Vamos fazer outras contas.

Se o J. procurar 3 animais por dia vai precisar de 333 dias.
É quase um ano.
Ainda é muito tempo!
Vamos fazer outras contas.

Se o J. procurar 12 animais por semana vai precisar de 83 semanas.
Um ano tem 52 semanas. Precisa de mais de um ano.
Ainda é muito tempo.
Vamos fazer outras contas.

Se o J. procurar 4 animais por dia, ou 21 animais por semana ou 84 animais por mês
Precisa de 250 dias, que são mais ou menos 8 meses.
Já não é assim tanto tempo.

Com estas contas tão complicadas, acho que o melhor é o J. decobrir os animais sempre que lhe apetecer e, de cada vez, os que lhe apetecer.

Aposto que antes de fazer cinco anos já o J. encontrou todos os animais.
É uma sorte a vida ser mais simples do que a matemática!!!!