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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Descobrir semelhanças e diferenças

Olhar bem para as fotos.
Descobrir semelhanças e diferenças.
As soluções estão em baixo...

Bolo 1- foto1

Bolo 1-foto 2


Bolo 2-foto 3

Bolo 2- foto 4

Bolo 2 - foto 5
SOLUÇÕES

A) O Bolo 1 é uma torta disfarçada.
A) O Bolo 1 não tem velas, nem podia ter.
B) O Bolo 2 é um pão de ló de rosto coberto.
C) O Bolo 2 é redondo e tem uma covinha disfarçada no meio que não se vê.
D) O Bolo 2, na foto 3, é uma garrafa de Vinho de Porto. Bula e não Bolo.
E) O Bolo 2, na foto 5, não é um bolo.
F) O Bolo 1 e o Bolo 2 têm um dia de diferença e 89 anos que os aproximam.
G) O Bolo 1 comemora uma vida. E o Bolo 2? O Bolo 2 também.

Acertar em todas: Mas que grande espertalhão!!!!
Acertar em quase, quase todas : Que grande espertalhão!!!
Acertar em quase todas: Que espertalhão!!
Acertar quase: Espertalhão!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Isto sim, é uma exposição de animais exóticos

Gosto disto!!


Olha esta vespa assustadora!!!



E este caracol?!
ENORME


Olha este gato com o pêlo todo eriçado!
Zangado, zangado, zangado!


E que dizer destes animais marinhos, coitaditos, em ambiente tão seco...? E as vespas, tão entretidas à volta da fonte sem água? 


Se tudo isto não é exótico, não sei o que será.

E...
Não custa nada.
Está às portas de Lisboa.
Tem a imaginação de Bordalo e a de Joana Vasconcelos.
É tudo português de Portugal.
É no Museu da Cidade,ao Campo Grande.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Não sei se concordo com exposições de animais exóticos

Isto acabei eu de ler em http://www.pumpkin.pt/agenda/exposicoes/exposicao-animais-exoticos:

«A partir de 21 de Setembro, o emblemático Pavilhão de Portugal abre as suas portas à "Exposição Animais Exóticos". Tragam toda a família e venham conhecer estes fantásticos seres, aos quais se juntam novos espécimes.
Inaugurada em Junho de 2012 no Visionarium, em Santa Maria da Feira, esteve no Palácio de Congressos do Algarve durante o Verão, e chega agora a Lisboa.
No âmbito da parceria estabelecida com a UAU a Exposição Animais Exóticos surge como o primeiro projeto a implementar.
Tendo por base a exposição patente no Visionarium entre Junho de 2012 e Março de 2013, constituída por 50 espécies de animais exóticos e visitada por mais de 30.000 visitantes, a mostra foi repensada, desta feita, com um total de cerca de 100 espécies pertencentes a diferentes grupos taxonómicos provenientes de todos os cantos do mundo.
Venham descobrir no Parque das Nações os segredos, características, hábitos e diferenças, contando com a preciosa ajuda de um biólogo que,diariamente às 14h30 e às 17h30, acompanha as visitas e promove a interacção com algumas das espécies em exposição.
Ponham o medo de lado e venha descobrir o admirável mundo dos Animais Exóticos.
Lagartos, serpentes, tarântulas e escorpiões... Deixem as fobias à porta e descubram mundos maravilhosos em cada um dos habitats recriados na exposição»


«Lagartos, serpentes, tarântulas e escorpiões...»? Estão a querer convencer quem??? Mas isto é que é publicidade????

Relativamente à existência de certos animais, a minha pergunta é só esta: qual a sua função no equilíbrio do planeta? Isto porque eu creio firmemente que tudo o que veio à existência tem um papel a desempenhar.

Posto isto, sinto-me no pleno exercício da minha liberdade quando me recuso a deslocar-me, propositadamente, para observar animais que a minha mente limitada não percebe o que andam a fazer neste mundo.

No entanto, estou com dificuldades neste exercício de liberdade.
É que «outros valores se alevantam»! 
Vejamos: se pergunto ao J., creio saber qual a resposta. Mesmo sabendo que este animais estão vivos, MUITO VIVOS, diferentemente dos dinossauros, que estão mortos, MUITO MORTOS, duvido que o J. se vá deixar intimidar.
Confesso: EU tenho muitas dúvidas sobre uma exposição de animais exóticos. Cá para mim, os animais, exóticos ou não, não foram feitos para ser "expostos". Até lhes pode provocar stress, o que não é nada desejável. As exposições devem ser ou de animais "muito mortos", ou de "naturezas-mortas" ou de outras coisas inertes e inanimadas. Para animais vivos, já temos o Zoo, o que me parece suficiente. 
Mas vou pensar no assunto. É que o J. não pode ir sozinho...

sábado, 28 de setembro de 2013

A maior flor do mundo

Só para não me esquecer de ler/mostrar esta história aos meus netos.

1. A história em livro:


















( retirei daqui: http://www.avvl.pt/images/stories/Biblioteca/historias/a-maior-flor-do-mundo.pdf )

2. A história, em animação:




«Realizado pelo galego Juan Pablo Etcheverry em 2006 e narrado pelo próprio José Saramago, este filme de animação (...) tem a banda sonora da lavra do galego Emilio Aragón que pela mesma recebeu o Prémio Amigos da Música de Badalona para a Melhor Música Original.
A Curta Metragem foi nomeada em 2008 para o prémio Melhor Curta-metragem de Animação nos Goya, e teve um grande êxito nos festivais como Prémios Mestre Mateo, Tokyo Global Environmental Film Festival, Anchorage International Film Festival de Alaska e no Festival Internacional de Cine Ecológico e Natureza de Canarias». Retirado de http://www.youtube.com/watch?v=39skGQVsXfs

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Isto não é de avó


ANTÓNIO RAMOS ROSA, o poeta que deixou de escrever aos 88 anos.
E que, pelo ano de 2001, publicou, no livro «As palavras», este poema:

«A palavra é o desejo do espaço e o espaço do desejo
Para que tudo o que em nós é confuso e vago
se transforme em leve arquitectura
com janelas para o mar ou campos ondulados

Não sabemos de onde vem esse desejo incandescente
se é do sangue da terra ou de um voluptuoso vento
e por isso ignoramos se o que escrevemos coincide
com o que em nós se cala numa intérmina neblina

Mesmo quando a palavra é transparente e nua
nunca elimina esse silêncio de montanha imersa
e assim o que nunca foi dito ficará não dito
tão inatingível como a monótona claridade do dia»


Os meus netos estão a entrar neste mundo das palavras, com todo o entusiasmo da descoberta.
Chegará o tempo em que serão capazes de pensar sobre as palavras que lhes ensinámos, adivinhar as palavras que calámos, descobrir as palavras que não conhecíamos...
E saberão que as palavras são tudo o que temos e que esse tudo, sendo muito, é sempre pouco...
Chegará também para eles o tempo da descoberta dos poetas, desses artífices da palavra.Assim, faremos o tempo desaparecer e todos nos encontraremos num mesmo presente.

domingo, 22 de setembro de 2013

Sur le pont d'Avignon

Esta canção pertence ao meu repertório mais antigo... aparecia nos livros de Francês, que era língua de aprendizagem obrigatória no nosso sistema de educação e na nossa cultura fortemente francófona. Assim acontecia também, por exemplo, com «Alouette, gentille alouette...», que já é do conhecimento e do agrado dos meus netos. Hoje, a tendência geral é mais anglo-americana, mas as crianças não distinguem estas coisas e apenas reagem ao que lhes agrada, o movimento, as cores e o ritmo das palavras e dos sons... Eu só lhes posso falar do que sei ou do que vou aprendendo... Estas canções «do meu tempo», são canções, afinal, de muitos tempos...
Encontrei estas três versões que acho interessantes, por vários motivos. Isto servirá para eu descobrir a que mais agrada à C. e ao J.... Tenho uma intuição, mas não digo.







quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dança das Horas

Elefantes a dançar?
Hipopótamos a dançar? Com sapatilhas cor de rosa?
Crocodilos???!!!!

Tudo isto, e ainda mais, acontece neste bailado!!!


http://www.youtube.com/watch?v=n4BkdvhNeqk&list=PLQuYVJ24TcpYQfbAk-EXKprCIPwQdleRx&shuffle=349

Marcha turca

Divertida esta música de Mozart. A C. gosta.


Abecedário

Não sei porquê, mas é muito habitual a música do ABC ser a de Twinkle, Twinkle, Little Star, que é como quem diz, a de Ah, vous dirais-je maman, que é como quem diz a de Quand trois poules vont aux champs e etc....

Era a C. ainda mais pequenina do que é agora e tinha um brinquedo em que se carregava num botão (agora os brinquedos para bebés têm todos botões e muita música, muitos ruídos, muito barulho) e se ouvia o alfabeto grego com esta música...

Seria mais ou menos assim:




Entretanto, mostrei à C. este video e a C. gostou:


Está-me a parecer conveniente ouvir a canção em português (do Brasil, visto que não a encontro em português de Portugal):


E, pensando especialmente no J. vou colocar aqui La chanson de l'alphabet:




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Os Dinossauros mortos continuam a ser notícia


Réplica de Lourinhanosaurus antunesi no Museu da Lourinhã - Image copyright Cancelos (Wikimedia Commons), retirado de http://dinossauros.weebly.com/lourinhanosaurus.html


Da Lourinhã, aqui tão perto, continuam a surgir notícias de dinossauros. De dinossauros que, como o J. se assegurou na sua recente visita ao Pavilhão da Ciência ( aqui noticiada) , estão todos, mesmo todos, muito mortos e não apenas um bocadinho.
Depois do assim baptizado Lourinhanosaurus Antunesi (Lagarto da Lourinhã), e de outros Lorinhanosaurus, ora carnívoros, ora herbívoros, depois da descoberta dos ovos mais antigos com embriões, desta vez de Torvosaurus, um dinossauro dos carnívoros, temos a descoberta de um fóssil de um outro dinossauro carnívoro, de seu nome de família - ao que parece - Celurossauros. E são estes que teriam dado origem aos actuais galináceos e que permitiram o título interessante da última exposição em Lisboa sobre dinossauros, Quando as galinhas tinham dentes. Estranho, pois, mas a vida é toda estranha.
Aqui está a última pedra, perdão, o último fóssil descoberto do dito e a notícia do Público de 3 de setembro:


«O Museu da Lourinhã anunciou esta terça-feira a descoberta do fóssil de um dinossauro carnívoro, acompanhado de uma mão-cheia de achados de dinossauros encontrados durante a campanha de escavações deste ano nos afloramentos do Jurássico Superior daquela região, com cerca de 150 milhões de anos.
“Este ano, os resultados incluíram pegadas e ossos, com destaque para um dinossauro carnívoro de pequeno porte, com menos de dois metros de comprimento. Este esqueleto de dinossauro não está completo, mas está muito bem conservado e articulado (com os ossos na posição anatómica, tal como em vida), o que é muito raro”, refere o comunicado do museu. “A análise preliminar indica que poderá tratar-se de um representante de um grupo de dinossauros carnívoros raros em Portugal, os celurossauros.”
Na campanha, coordenada pelo paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, foram ainda recolhidas pegadas de dinossauros saurópodes, ornitópodes e de pterossauros. “Uma das pegadas de saurópode, com 120 centímetros de comprimento, é uma das maiores que se conhecem”, frisa o comunicado. “Também se descobriram pequenos fósseis, destacando-se a mandíbula de um mamífero, o que é igualmente raro.”
Todo este material recolhido está agora no laboratório de paleontologia do Museu da Lourinhã, onde terá de ser preparado para poder ser estudado. Só com esses estudos se poderá perceber exactamente as espécies de dinossauros a que pertencem os fósseis recolhidos e a sua importância.
O Museu da Lourinhã ficou mundialmente conhecido em 1997, quando foi revelada a descoberta de os ovos com embriões de dinossauros carnívoros bípedes, com 150 milhões de anos. Tinham sido encontrados em 1993. Já em 2013, voltaram a descobrir-se na zona da Lourinhã centenas de fragmentos de cascas de ovos, com ossos de embriões e dentes com 150 milhões de anos. Estes dois achados são os ovos de dinossauros carnívoros mais antigos do mundo. Ovos ainda mais antigos, só os de dois dinossauros herbívoros, encontrados na África do Sul e na China, ambos com cerca de 190 milhões de anos.»
Imaginem só esta bela paisagem há 150 000 000 de anos, cheia de dinossauros!

Praia de Paimogo, Lourinhã (retirado daqui: http://www.timetogo.com/index.php?option=com_pti&view=pti&id=1836&produto=3&Itemid=15&lang=pt)

Ela hoje pode estar cheia, mas será de vários exemplares vivos de homo sapiens sapiens, omnívoros, de cerca de 1,60, em tom de pele variável consoante a altura do ano, de comportamentos estranhos, por vezes parecidos com o dos animais de sangue frio que ficam parados ao sol e com ele se aquecem. Existem no planeta Terra há uns módicos 120 mil anos e nenhum deles alguma vez se confrontou com os enormes e, a maior parte deles, temíveis dinossauros, pois, por essa altura, já estes tinham sido extintos. Estes ditos sapiens já fizeram mais mal ao planeta do que qualquer ser vivo nele existente desde sempre! E vivem na crença de que a Natureza existirá sempre para o servir por mais malfeitorias que lhe faça.

Imagem suposta de um dinossauro, o assustador T-Rex, já extinto, muito morto:

Retirado daqui: http://www.pavconhecimento.pt/visite-nos/exposicoes/detalhe.asp?id_obj=1683


Imagem suposta de um homo sapiens, exemplar extinto, muito morto:


retirado daqui: http://www.infopedia.pt/mostra_recurso.jsp?recid=9457&docid=10418700




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Bonitas maçãs

As iludências aparudem, dizia o meu Pai com graça...





Tendemos a achar, muito platonicamente, que o que é belo é bom. Pois nem sempre é assim. A nossa macieira ostenta maças muito bonitas. Agora já estão vermelhinhas e bem cheirosas mas, quando as abrimos, deparamo-nos com uns hóspedes que não foram convidados...







Nada disto, no entanto, impede a nossa querida C. de apanhar meticulosamente as maçãs do chão e, assim, encher o seu cestinho...


 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mesmo de avó

Mudemos de assunto. Falemos de acessórios: ganchos para o cabelo. Assim, como este, por exemplo:
Para a C. Já fiz vários e a C. tem muitos.
Gosta, não perde nenhum e arruma-os sempre. E fica sempre linda!

A Galinha Ruiva precisa de um moinho


1. A Galinha Ruiva da Disney
 
 
2. A história contada aqui:
 
3. Mas não há nada que chegue a ter um livro na mão! Desfolhá-lo para a frente e para trás, tocá-lo, demorá-lo nas mãos, acompanhar as imagens com a voz quente da mãe, do pai, da avó, do avô... daqueles que gostam de nós e para quem todo o tempo connosco é um tempo especial.
Não é verdade, J.? Também já seguiu pelo correio para ti a história da Galinha Ruiva contada pelo António Torrado.
 
 
 
 

 
Quem será que vai ajudar a galinha ruiva a ceifar o trigo?
 
    E a moer os grãos? E a amassar o pão? Quem será?
 
Certo é que a galinha ruiva vai precisar de um moinho.
 
 
 De um moinho igual àquele que o J. viu da última vez que cá esteve. Um moinho assim:
 
Moinho em Silveira, Torres Vedras (retirei daqui: http://olhodevento.blogspot.pt/2011/10/moinhos-do-oeste-de-potugal.html)
 
 
 
 

Schtroumpfs

Mais uma cedência da minha parte ao mercado... Já seguiu no correio uma caderneta de cromos para o J., como se dizia antigamente. Agora diz-se autocolantes, sem a necessidade do trabalho paciente de pôr a cola. E porque estamos num mercado global, são stickers. E porque a tradução que pretendem impor é a inglesa, falamos de smurfs e não schtroumpfs. É preciso que se diga que os azulitos são denominados originalmente por schtroumpfs, o que, sendo mais difícil para escrever é muito mais interessante de se dizer. Smurfs é muito mole, comparando com a impetuosidade de schtroumfs.
 
 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O Areias é um camelo

Esta é do tempo da mãe da C., que já a ensinou à filha.
Só me lembro do refrão...

O Areias é um camelo
Tem duas bossas
E muito pelo

De neta para avó

Estou a actualizar o meu repertório. Nunca tinha ouvido falar da Xana, da Xana Toc Toc. Pois fiquei a saber que é das cantoras preferidas da C.


Fui ao Jardim da Celeste

Como foi possível ainda não ter referido esta canção?
Há alguém, mãe, pai, avô, avó, bisavô, bisavó, que não saiba trautear o «giroflé, giroflá»?
Gosto muito destas letras de canções que incluem palavras sem significado.
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Biscoitos bons

Estes sim! Estes são feitos por mim e fotografados pelo avô! Após várias tentativas, acho que consegui uns biscoitos bonitos e bons. O J. ainda não teve oportunidade de os provar, mas a C. provou e aprovou! Escusado será dizer que estou toda contente e considero isto uma vitória!



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Línguas de gato

O J. provou-os cá em casa. E pediu mais.
A partir daí, tornaram-se os seus biscoitos preferidos.
Provavelmente o nome também ajuda. Línguas de gato.


Tenho muita pena de isto não ser uma foto tirada pelo G. de umas línguas de gato feitas por mim...Não é, não. Retirei daqui http://www.na-cozinha.com/2012/10/linguas-de-gato/#. Gostava de experimentar, mas não sei se terei coragem. Parece tudo muito fácil a ler e a ver as fotos tentadoras, mas parece-me que a forma das linguinhas não será fácil de resultar...

O som do silêncio

Mais outra grande canção. A fazer 50 anos. Nasceu em 1964, na década dos sonhos.


Hello darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence

And in the naked light I saw
Ten thousand people maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs that voices never shared
No one dared
Disturb the sound of silence

"Fools," said I, "you do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach you"
But my words like silent raindrops fell
And echoed in the wells of silence

And the people bowed and prayed
To the neon god they made
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming
And the sign said "The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls
And whispered in the sound of silence"

Ó ó ó ó menino ó


Esta também é uma canção de embalar verdadeira. Das mais verdadeiras, visto que até a verdade é passível de graus. 

 
 Aqui numa primeira versão da Brigada Victor Jara, com a Né Ladeiras



 
 
Ó ó ó ó menino ó
o teu pai foi ao eiró
com ’ma vara d’aguião

p’ra matar o perdigão

Ó ó ó ó Ó ó ó ó Ó ó ó ó

Ó ó ó ó menino ó

teu pai foi ao eiró

tua a mãe à borboleta

logo te vem dar a teta

ó ró-ró

Esta também a conheço como canção de embalar. Encantadora. Nossa.
Já a devo ter cantarolado aos meus netos e sem ser aos meus netos. Descomprometidamente. Sem letra de jeito, apenas «o ró-ró que agora ó ó ró-ró» (na minha mui livre interpretação)...
 
Não consigo passar para aqui o video, mas fica aqui o link da versão recolhida por Giacometti de que gosto muito.
 
 
A  versão da Né Ladeiras também é muito bonita, mas não embala tanto...
 
 
 
 
Cum ró-ró pego no nino

Cum ró-ró "xê bai dromindo".

Ó ró-ró, ó ró-ró que agora non!

Cum ró-ró pego no nino

Cum ró-ró "xê dromirá".

Ó ró-ró, ó ró-ró que agora non!


 

Run run run não é uma canção de embalar

Não sei a quem lembraria achar que isto é uma canção de embalar...
No entanto, é assim que a ouço, principalmente na bela interpretação dos
Inti-Illimani. Ouço uma canção de embalar? Então, é uma canção de embalar.



En un carro de olvido,
antes de aclarar,
de una estación del tiempo,
decidido a rodar.

Run-Run se fue pa´l Norte,
no sé cuándo vendrá.
Vendrá para el cumpleaños
de nuestra soledad.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A AVENTURA DO ESQUILO ALEXANDRE E DOS SEUS AMIGOS

      Esta história tem origem numa viagem que fizemos a Lisboa, os avós, o J. e a sua mamã, para visitar a exposição dos dinossauros... O J. começou e cada um dos viajantes foi dando o seu contributo....
Então...

ERA UMA VEZ....

 
    Era uma vez um esquilo chamado Alexandre que vivia na floresta. Nessa floresta viviam também outros animais. Uns simpáticos, outros menos simpáticos, uns bons, outros menos bons e ainda outros maus, mesmo muito maus. Neste último grupo estavam as hienas, as terríveis hienas.
     O esquilo Alexandre tinha como grandes amigos dois outros animais simpáticos como ele: o coelho Anastácio e o macaco Anacleto.
     Um dia em que foram os três passear, aventuraram-se pelo interior da floresta e aconteceu perderem-se! O esquilo Alexandre não encontrava a copa da árvore onde se protegia, o coelho Anastácio não encontrava a sua toca e o macaco Anacleto os seus ramos preferidos.
Já tinham andado um bom bocado à procura, quando encontraram um leão, refastelado, a quem decidiram pedir ajuda. O leão olhou para eles, com olhos preguiçosos, e nem se dignou responder. Uma mosca que parecia um pouco morta, tendo assistido à cena, ficou logo bem viva e muito chocada com tal comportamento. Desatou a voar com as suas asas barulhentas mesmo junto do ouvido do leão e a picar-lhe o focinho, nos intervalos da sua grande juba, de tal modo que o leão teve de reagir, incomodado. 
    O esquilo Alexandre, o coelho Anastácio e o macaco Anacleto olhavam divertidos e voltaram a perguntar ao leão se os podia ajudar a encontrar o caminho de volta. O leão, já bem acordado, olhou aqueles três, e achou graça ao ar afoito e ao atrevimento daqueles animais tão pequeninos.
    - Pois querem saber o caminho de volta? De volta para onde? – perguntou com a sua voz de leão. E largou um rugido assustador, mas que não assustou ninguém.
   - De volta para as nossas casas, no início da floresta.
   - No início da floresta? A contar de onde? - Perguntou o leão, franzindo o sobrolho. E comentou:
   - Sempre me saíram uns tontos desorientados!
  Os três amigos olharam uns para os outros e responderam em coro:
  - Do lado de onde nasce o sol.
  - Ah! Muito bem. Para isso é melhor procurar a girafa que, para além de bonita, é muito orientada! Com o seu longo pescoço, consegue espreitar do alto das árvores. Daqui onde eu estou e vocês, ó pequenotes, não se consegue descobrir onde está o sol. Vou convosco. Até me está a apetecer bater um papo com a minha amiga girafa. – disse o leão sem más intenções.
     O esquilo Alexandre, o coelho Anastácio e o macaco Anacleto acharam isso uma boa ideia e lá se puseram todos a caminho, sempre acompanhados da mosca Albertina (era assim que se chamava a mosca). Só que nenhum deles sabia que, pelo caminho, haviam de encontrar a terrível hiena que a todos amedrontava. Até ao leão, embora ninguém soubesse.
    Assim seguiam os quatro, perdão, os cinco, calmamente (que o leão não estava para grandes pressas), quando lhes salta a hiena no caminho com o seu ar feroz e exclama:
    - Mas que belo quarteto ( a hiena não via a mosca…) Que bela refeição me apareceu no caminho! Vou comer-vos! - E lambeu os beiços de entusiasmo.
      O esquilo, o coelho e até o macaco, que nunca parava quieto, ficaram parados de susto. O leão ficou cheio de medo, mas não o podia dar a entender, pois que havia o esquilo, o coelho, o macaco (e a mosca!) de pensar acerca do «rei da selva» se ele não se mostrasse corajoso?! Então, disse com a sua voz mais potente e com o ar mais sereno de que foi capaz:
     - Calma aí, amiga hiena (amiga era apenas uma força de expressão). Calma.- Isto disse o leão para dar tempo a que lhe aparecesse uma boa ideia para escapar da situação.
    A hiena ficou espantada. Então os franzinos não tinham medo dela? E o leão atrevia-se a responder? Ninguém fugia?
    Enquanto a hiena se distraia com estes pensamentos, já os franzinos, quer dizer, o coelho, o esquilo, o macaco e a mosca tinham saltado para o dorso do leão e… pernas para que vos quero!
     O leão corria a bom correr e deixou os «pequenotes», como ele chamava aos três amigos, cheios de emoção naquela correria louca. Já nem se lembravam que o que queriam era voltar para as suas casas no início da floresta. O leão, vaidoso como era, ficou todo ufano da admiração que causava e nem se deu conta por onde seguia. Nisto, grita e guincha o macaco Anacleto, de satisfação:
     - Olha! Olha! A minha árvore, os meus ramos preferidos! Ali! Ali! Os meus ramos preferidos!
      E o coelho Anastácio, aos saltos sem parar, diz entusiasmado:
      - Olha! Olha! A minha toca, está ali a minha toca!
      E o esquilo Alexandre, mais comedido mas de olhinhos brilhantes de contentamento:
      - A minha árvore! Estou a ver a minha árvore! – exclamou, quase sussurrando.
A mosca Albertina que até à data pousava em qualquer lado, andando por onde calhasse, decidiu naquela altura que havia de passar a morar junto dos pequenotes, na árvore de bela copa que protegia o esquilo, junto da árvore de longos ramos em que o macaco se balançava e bem pertinho da toca do coelho Anastácio.
     E o leão? Satisfeito de ter encontrado o início da floresta, iniciou o seu caminho para a savana, onde o aguardava a sua família. Afinal, era ele quem andava perdido na densa floresta!


 

 

 


 

domingo, 18 de agosto de 2013

À procura do sapo Tobias

Andámos à procura do sapo e... nada de Tobias.

Foi só uma noite agradável de Verão...

Grande canção (outra)

A crónica do poeta Tolentino Mendonça na Revista do Jornal Expresso deste fim de semana relembrou-me a bela canção de Violeta Parra. Há algum tempo, também o historiador José Mattoso lhe tinha feito referência. Na altura, o G. até passou a letra, a manuscrito, para uma folha de papel branca. Para ler, entoar e saborear. É bom, às vezes, estarmos gratos à vida. Ser capaz de ver o essencial. Distraímo-nos tanto com a espuma, que esquecemos a água límpida e as correntes profundas. Apesar de tudo, e como lembra Tolentino, Violeta Parra acabou com a vida. Não chega. Nada chega, em momentos de solidão e desamparo. 

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros que, cuando los abro,
Perfecto distingo lo negro del blanco,
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,
Graba noche y día grillos y canarios;
Martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
Y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el sonido y el abecedario,
Con él las palabras que pienso y declaro:
Madre, amigo, hermano, y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados;
Con ellos anduve ciudades y charcos,
Playas y desiertos, montañas y llanos,
Y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano;
Cuando miro el bueno tan lejos del malo,
Cuando miro el fondo de tus ojos claros.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
Los dos materiales que forman mi canto,
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos, que es mi propio canto.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.


Grande canção

"Bésame mucho", um dos boleros mais conhecidos, foi escrito em 1940 pela compositora mexicana  Consuelo Velázquez.
O resto da história, já sabemos. Grande canção, grandes intérpretes.
Mais uma canção com passado, que o mesmo é dizer, com futuro.
Por isso, mais tarde ou mais cedo, os meus netos ouvi-la-ão com prazer.

Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
La última vez

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo perderte,
Perderte después.

Quiero tenerte muy cerca
Mirarme en tus ojos
Verte junto a mi
Piensa que tal vez mañana
Yo ya estaré lejos
Muy lejos de tí.

Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
La última vez

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo perderte,
Perderte después.

Escolho Cesaria Évora


E nestas voltas pelo youtube, descubro que os Beatles têm uma interpretação desta canção. Inconfundível, para quem pudesse adivinhar o seu percurso.
Na nota de quem colocou o vídeo lê-se:
This is one the songs The Beatles played for their audition for Decca Records on January 1st, 1962. Though the performance by Paul is extraordinary and the harmonies by George and John are razor sharp and as tight as they ever were The Beatles were rejected and another band now forgotten were signed.

sábado, 17 de agosto de 2013

Adivinha

Estamos perante três fotos de naturezas-mortas, mas só uma é genuína. Em duas delas há um elemento intruso.
Qual é esse elemento? :)





Surpresas na sebe

Andava o avô a tratar da sebe e depara-se com esta surpresa.



É mesmo isso! Um ninho com 5 ovos!!!


E o pormenor do fio azul?! Foi fácil reconhecer o resto de linha de coser que inadvertidamente foi parar ao jardim. Em boa hora!