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quarta-feira, 11 de abril de 2018

A Bib(li)oteca do avô



- Avô, "biboteca" é com "o" ou com "u"? - pergunta a C.
- Não é "biboteca" C., é "biblioteca", diz o avô, soletrando. Problema resolvido. Já ninguém se engana na porta que conduz ao espaço de trabalho do avô. Lá está a etiqueta identificativa!




A propósito, lembro-me de uma pequena estória deste género que a minha mãe contava... Convém dizer que a minha bisavó era brasileira... Estavam então os dois pequenitos, a minha mãe e o irmão, com idades muito próximas, entre os 5 e os 3 anos, pedindo à avó para passear, o que, em linguagem infantil, se traduzia por "piá" ou "pichiá" consoante a idade de cada um... Corrigia a avó... "Meninos, não é "piá" nem "pichiá"... é "passeá"..."
 E sempre que repetia esta história a minha mãe sorria tranquila como nela não era muito habitual... E eu sempre gostava de a ouvir nesta recordação serena e doce.

sábado, 31 de março de 2018

Frei João

No passado 14 de março, a C. teve a sua 2ª audição pública de violino.
Desta vez coube-lhe música tradicional, o "Frei João"...
Apresentou-se compenetrada e serena e nem um pequeno engano a deixou com qualquer tipo de atrapalhação. Ao ritmo, retomou o som das cordas que se transformavam com os movimentos dos seus dedinhos e do arco na melodia que todos reconheciam...

Aqui ficam 3 versões, em português, francês e inglês..




sexta-feira, 30 de março de 2018

REI LEÃO.....INACREDITÁVEL!!!



 
imagem retirada de https://www.alamy.pt/foto-imagem-teatro-lyceum-mostrando-o-rei-leao-covent-garden-londres-reino-unido-56457264.html


 INACREDITÁVEL!!!

Imagens retirada de https://www.londresmusicais.com/musicais/the-lion-king/

INACREDITÁVEL!!!

Exclamação entusiástica da C.e do T. praticamente em uníssono acerca do espectáculo do Rei Leão no Lyceum Theatre.

Sem recurso a meios digitais o Rei Leão parece ser um espectáculo grandioso de extraordinária maestria artística.

E porque mais não é possível, aqui deixo algumas imagens sugestivas, acompanhadas do video oficial.









domingo, 31 de dezembro de 2017

História Antiga ou Poesia no Natal

A mãe do T. tinha-lhe lido o poema de Herodes, o tal das tranças que não gostava de crianças...
O T. gosta muito de histórias, de livros e nota-se que é muito sensível às palavras.
Assim, depois de ter decorado e dito a poesia anterior com os primos, quis a do rei que não gostava de crianças... (aliás, uma das suas perguntas quando chegou no dia em que íamos fazer o presépio era se tínhamos o rei que não gostava de crianças...). Então, decidi apoiá-lo e seleccionei uma parte do poema, a que me pareceu mais acessível. Assim foi. Servi de ponto e o T. lá foi dizendo (repetindo)

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabestro
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

Só que não ficou satisfeito... faltava dizer "que não gosta de crianças..."
Conclusão... Treinei com ele uma vez - eu dizia e ele repetia - e lá fomos fazer novamente a apresentação ao público. Desta vez, com o poema COM-PLE-TO! Então, depois de repetir a primeira estrofe, continuámos

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenino
Que  vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher o mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga

Andresen, Sophia de Mello Breyner (selecção). (1991). Primeiro Livro de Poesia. (7ª ed.). Lisboa: Caminho, p.77


imagem retirada de http://geopedrados.blogspot.pt/2007/12/natal_22.html

Pus-me a contar as estrelas ou Poemas no Natal




Pus-me a contar as estrelas
com a ponta da minha espada
comecei à meia-noite
e acabei de madrugada

Pus-me a contar as estrelas
com a ponta da bainha
comecei à meia-noite
e acabei de manhãzinha

Pus-me a contar as estrelas
sobre a pedra da coluna
contei: sete, seis e cinco
quatro, três, duas e uma.

Vieira, Alice (1994). Eu bem vi nascer o Sol. Antologia da poesia popular portuguesa. (2ª ed.). Lisboa: Caminho, p. 127.



Este ano, pensei que os netos podiam fazer uma surpresa à família no dia de Natal. Seleccionei um poema simples e, juntamente com o J., o mais velho, decidimos como seria a apresentação. Cada um decorou a sua parte e foi um momento memorável!!!

A primeira estrofe coube ao J.

A segunda, ao T.

A terceira à C. que, no último verso, foi acompanhada pelo J.

E foi vê-los, sem um engano, cada um na sua vez...

E, no final, os exuberantes agradecimentos! O T. então, quase chegava com a cabeça ao chão...



Presépio, uma visita inesperada

No dia em que o T. esteve dedicado a construir a cidade de Jesus, a C. teve um compromisso social. Mesmo assim, quando chegou, arranjou modo de reconstruir quase tudo e de fazer a sua Barbie tomar parte daqueles que vieram adorar o Menino!!







Presépio de Natal ou a cidade de Jesus - em construção

É sempre com grande entusiasmo que os netos participam na organização do presépio. Já era natal por todo o lado, principalmente nas catedrais de consumo, e ainda a nossa casa permanecia discreta sem sinais de natal, quando o T. pergunta se já tínhamos... qualquer coisa que não conseguíamos perceber... Até que exclama, rápido e decidido:
- Avô, a cidade de Jesus!
É claro! O T. queria saber quando é que ia fazer a cidade de Jesus!
Qual pinheiro de Natal, qual Pai Natal! A cidade de Jesus, pois!

A cidade de Jesus em construção

I. É melhor que os Reis Magos se ponham já a caminho!



II. As ovelhinhas devem estar bem juntinhas, não vá acontecer perderem-se...



III. É altura de começar a pensar em aquecer e preparar a gruta onde vai ficar o menino "com os pais"...


Desta vez, o J., ciente da sua maior idade, deixou que o primo, tranquilamente, se entretivesse com as muitas figuras que povoavam a cidade. Ele já tinha dado apoio ao avô, que as cidades prontas para ser habitadas precisam de quem lhes prepare o terreno e faça o chão...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Angry Birds e dinossauros (outra vez)




No passado dia 26 decidimos ir novamente ao Pavilhão do Conhecimento, desta vez à exposição sobre os Angry Birds. Mas é claro que, à saída, o J. teve de trazer foi 2 dinossauros (e não foi um grande porque o pai achou um escândalo dar 20 moedas por ele) e dos livros que lhe dei a escolher o que achou mais interessante foi uma enciclopédia de dinossauros da Science 4 you.



Portanto, quanto a Pássaros zangados estamos esclarecidos... Convenhamos que comparar passaritos que utilizam catapultas e outros truques de engenharia, ainda que muito zangados, pouco são comparados com dinossaros voadores,



 dinossauros corredores, carnívoros, rápidos e assustadores (Velociraptor)



 e pesadíssimos, enormíssimos, ferocíssimos dinossauros carnívoros (Tiranossaurus Rex, Lagarto Tirano Rei, à letra, mais conhecido por T. Rex)




Agora, uma questão assaz pertinente... Porque é que o T. Rex tem os braços tão pequeninos???
Acaba até por lhe dar um certo ar cómico (cómico porque eles já estão muito mortos, é claro!!).
Essa situação foi, até, motivo de piadas entre o J. e o pai. Ora vejamos...

Um T. Rex está na escola e a professora faz uma pergunta. O T. Rex sabe a resposta, põe o dedo no ar, mas o bracinho é tão pequenino que a professora não vê...

Era ver o J. a rir com gosto e a imitar o bracinho no ar do T. Rex...

E para acabar este post, um video sério sobre o assunto, mas feito de uma maneira muito apelativa




Os dinossauros (outra vez)

O primeiro post sobre dinossauros data de 2011... Tinha o J. 3 anos, portanto. Nos anos subsequentes vão aparecendo notícias desses animais acerca dos quais o J. se assegurou de que estavam "muito mortos". Vem de há muito o interesse do J. por esses animais monstruosos do tempo em que a Terra não era ainda morada de humanos. Hoje, com 9 anos feitos, os dinossauros continuam a suscitar a sua curiosidade e o seu conhecimento tem vindo a aprofundar-se. O seu interesse continua vivo, agora alimentado também pelo visionamento do filme de Spielberg, Jurassic Park, de que me mostrou já um conjunto de cenas. Ficou combinado que o havíamos de ver juntos. Entretanto, fez questão de explicar que esse filme não pode ser visto por meninos com menos de 6 anos, porque ficam com medo. Quis assegurar-se com certeza de que eu não teria a ideia de o mostrar ao T.
Nem de propósito, no dia imediatamente a seguir ao fim da estadia do J. connosco, apanho, completamente por acaso, o Parque Jurássico no canal Hollyood. Não perdi a oportunidade de o (re)ver, com a memória já reavivada pelas cenas que o J. me tinha mostrado. Concordo com ele quando diz que não deve ser visto por meninos pequenos. O filme está muito bem feito, os animais são assustadores, tem suspense e muito sangue...


Estou a referir-me ao Jurassic Park de 1993. As cenas que o J. me mostrou pareceram-me ser todas dele. Mas não tenho a certeza. De qualquer modo, está prometido um Jurassic Park!!

L'oiseau et l'enfant

Quem diria que voltaria a ouvir esta canção francesa, que ganhou o festival da Eurovisão em 1977, na voz do J.? E como a canta tão bem!!!

Encontrei no youtube a interpretação deste jovem que deve ser pela idade do J. (e até tem algumas parecenças...)