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terça-feira, 30 de setembro de 2014

O pião?

Não me lembro se a aprendi primeiro em francês se em português...

Estava num livro de francês que acompanhou a minha infância e num livro de músicas infantis...

As letras são bem diferentes!
Gosto das duas e aprecio particularmente a letra politicamente incorreta da canção francesa.
De qualquer modo, parece-me que para as crianças de hoje, tanto o pião como a caixa de rapé são realidades pouco conhecidas...
E desde quando é que as letras foram lidas à letra e interpretadas pelas crianças que as cantarolam? Eu, pelo menos, nunca percebia bem o que estava a dizer. Aliás, foi um hábito que me ficou... Os meus filhos sabem o que estou a dizer...





Uma caixa de rapé de gente importante!!! Como a canção é francesa, aqui temos, ao que parece, a do Rei Luís XI.


E para contrastar, um pião bem popular!!




Ainda nenhum dos meus netos sabe jogar ao pião.
Não é tarde.

É uma das especialidades do avô.




O cuco e a Peppa só estão juntos neste post

Este pássaro é muito requisitado para a infância... ele é lengalenga, ele é canção...
Nunca se fala de como a mãe cuco é descuidada com os filhotes, que isso é conversa que não interessa!

Cucos que não gostam de couves e cucos a cantar, isso sim, é música!
Ao cuco que não gostava de couves, já contámos aqui o que lhe aconteceu...
Acabou a gostar, já se sabe, que é o que acontece a toda a gente que percebe que não tem outra alternativa!




E porque me parece que o cuco merece uma fotografia que lhe faça jus, aqui vai uma retirada de http://www.ninha.bio.br/biologia/cuco.html


Para ver uma foto ainda mais bonita e OUVIR, ouvir mesmo a sério um cuco a cantar, é só seguir o link : http://www.nature-pictures.org/pt/image/100/222/

Ah! Ainda temos os relógios de cuco!!!
E até há uma episódio da porquinha Peppa intitulado «Relógio de Cuco»!
Da porquinha Peppa, de quem a C. gosta tanto. Será por ser cor de rosa?!
Aqui fica o episódio do «Relógio de Cuco» em Português (do Brasil)e em Inglês.  Em Francês e em Greg, nada mais nada menos que uma hora na companhia da Peppa!

                                                    versão dobrada em Português do Brasil

original Inglês

porquinha Peppa em Francês

porquinha Peppa em Grego

Bem, e já me ia esquecendo de relembrar o Cuco no Carnaval dos Animais de Camille Saint-Saens!

De novo, o Cuco!



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ah les crocrocros...

Um destes dias, andando por aqui com a C., reparei que gostou desta canção.
Por acaso, já a tinha selecionado para pôr aqui.
Fiquei contente.
E já dei com ela a trauteá-la.


Por acaso, surgem-me muitas interrogações com estas canções cheias de animais tão atraentes como nós sabemos serem os crocodilos e de temas tão entusiasmantes como estes. Mas enfim, o mundo infantil continua a ser um mistério e les crocrocros soa muito bem!

domingo, 21 de setembro de 2014

Os primeiros molares


O J. acabou de me dar a notícia entusiasmada do nascimento de três - TRÊS - dentes novos! Os primeiros molares. 

Lembro a música que ele sabia, tão pequenino, e como aprendeu tão bem e disciplinadamente a lavar os seus dentinhos...





O primeiro dia de escola...
O nascimento dos primeiros dentes permanentes...

Há alguma coisa de definitivo e irrecuperável nisto tudo que me deixa um sentimento estranho...

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

D. Caio



Esta história deve ser do agrado do J. E não falta muito para ser também do da C. e do T. Ainda não a contei, mas a história do alfaiate que matou sete de uma vez não pode ser esquecida!
(Retirada daqui:http://oficinadaslinguas-clubedeleitura.blogspot.pt/2008/04/d-caio.html)

D. Caio

Era um alfaiate muito poltrão, que estava trabalhando à porta da rua; como ele tinha medo de tudo, o seu gosto era fingir-se de valente. Vai de uma vez viu muitas moscas juntas e de uma pancada matou sete. Daí em diante não fazia senão gabar-se: 
- Eu cá mato sete de uma vez!
Ora o rei andava muito aparvalhado, porque lhe tinha morrido na guerra o seu general Dom Caio, que era o maior valente que havia, e as tropas do inimigo já vinham contra ele, porque sabiam que não tinha quem mandasse a combatê-las. Os que ouviram o alfaiate andar a dizer por toda a parte: “Eu cá mato sete de uma vez!” foram logo metê-lo no bico do rei, que se lembrou de que quem era tão valente seria capaz de ocupar o posto de Dom Caio.
Veio o alfaiate à presença do rei que lhe perguntou:
- É verdade que matas sete de uma vez?
- Saberá Vossa Majestade que sim.
- Então nesse caso vais comandar as minhas tropas e atacar os inimigos que me estão cercando.
Mandou vir o fardamento de dom Caio e fê-lo vestir ao alfaiate, que era muito baixinho, e que ficou com o chapéu de bicos enterrado até às orelhas; depois disse que trouxessem o cavalo branco de Dom Caio para o alfaiate montar. Ajudaram-no a subir para o cavalo, e ele já estava a tremer como varas verdes; assim que o cavalo sentiu as esporas botou à desfilada, e o alfaiate a gritar:
- Eu caio, eu caio!
Todos os que o ouviam por onde passava diziam:
- Ele agora diz que é o Dom Caio; já temos homem.
O cavalo, que andava acostumado às escaramuças, correu para o sítio em que se combatia, e o alfaiate com medo de cair ia agarrado às crinas, a gritar como um desesperado:
- Eu caio, eu caio!
O inimigo, assim que viu o cavalo branco do general valente e ouviu o grito: “Eu caio, eu caio!”, conheceu o perigo em que estava, e disseram os soldados uns para os outros:
- Estamos perdidos, que lá vem o Dom Caio; lá vem o Dom Caio!
E botaram a fugir à debandada; os soldados do rei foram-lhes no encalço e mataram-nos, e o alfaiate ganhou assim a batalha só em agarrar-se ao pescoço do cavalo e em gritar: “Eu caio”.
O rei ficou muito contente com ele e, em paga da vitória, deu-lhe a princesa em casamento, e ninguém fazia senão louvar o sucessor de Dom Caio pela sua coragem.

Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Português, Dom Quixote


Mais notícias de dinossauros...desta vez um pequenino

Os dinossauros continuam a ser notícia! Os dinossauros que, como todos sabemos, são dos animais mais mortos que se conhece!
Desta vez um dinossauro pequenino! 1,60 apenas... pela minha altura. No tempo dos ENOOORMES dinossauros, também havia pequenos dinossauros. Isto foi só há 152 milhões de anos...
Foi encontrado - o que resta dele, claro - em Porto das Barcas, uma praia da nossa região Oeste, pertinho da praia de Paimogo, terra natal de outros velhos amigos dinossauros carnívoros, como já vimos aqui.
Este dinossauro pertence à família dos ornitópodes. Este nome é esquisito, mas quer dizer, simplesmente, «pé de pássaro». Isto esclareceu o avô G., que tem a magia de transformar palavras complicadas em palavras simples!
Pois este nosso amigo é herbívoro (quer dizer, foi) e, no caso de um humano lhe aparecer à frente, não estaria interessado nele! Que descanso!! Apesar de muito mortos, é sempre reconfortante saber que se por acaso aparecesse um perdido por aí (nunca se sabe!!!) ele não estaria interessado em nós para repasto!!
Aqui está a notícia séria e completa!

Eousdryosaurus, o pequeno dinossauro
que viveu num tempo de gigante

2014-09-16
Um grupo de investigadores espanhóis e portugueses publicou recentemente na revista internacional Journal of Vertebrate Paleontology a descoberta de uma nova espécie de dinossauro ornitópode que viveu no território português há 152 milhões de anos. Este novo dinossauro foi apelidado de Eousdryosaurus nanohallucis que significa “o dryossáurio do oriente com polegar reduzido” e pertence à Colecção Paleontológica da Sociedade de História Natural, sedeada em Torres Vedras.
Várias jazidas do Jurássico Superior encontradas nos últimos anos na região centro-oeste de Portugal são especialmente ricas em restos de dinossauros e outros vertebrados, situação que tem permitido aumentar consideravelmente o conhecimento sobre os ecossistemas que constituíram a Península Ibérica há 150-145 milhões de anos.
Este novo dinossauro foi encontrado em 1999 por um amador, num bloco caído das arribas na Praia de Porto das Barcas (Lourinhã). Posteriormente, o responsável pela descoberta, e que reuniu uma grande colecção de dinossauros por si recolhidos em 80 km de costa litoral oeste, doou o seu espólio à Câmara Municipal de Torres Vedras para que esta integrasse a colecção paleontológica já existente na Sociedade de História Natural, sedeada em Torres Vedras.
O exemplar, em muito bom estado de preservação, consiste num esqueleto parcial do qual se encontram representados elementos da cauda, da cintura pélvica (pélvis) e das patas posteriores. Neste exemplar é de destacar a presença de um pé completo que permite constatar que Eousdryosaurus possuía um polegar de pequenas dimensões (dedo I) e dirigido posteriormente, uma das características peculiares desta nova espécie.

Ao longo da sua história evolutiva os dinossauros ornitópodes adquirem um pé constituído por três dedos. Contudo, a excelente preservação de Eousdryosaurus permite à comunidade científica concluir que isso ocorreu após a radiação dos dryossáurios, que ainda mantêm quatro dedos no pé.

O estudo do registo de dinossauros do Jurássico Superior Português permitiu a descoberta de mais de uma dezena de novas espécies. Entre estas, Eousdryosaurus é a primeira espécie de um ornitópode dryossáurio. Os dryossáurios foram um grupo de pequenos dinossauros bípedes e provavelmente ágeis e velozes que habitaram na Europa, América do Norte e África durante o final do período do Jurássico e início do Cretácico.


O esqueleto foi encontrado em Porto das Barcas
Eousdryosaurus foi um pequeno dinossauro que viveu num tempo de gigantes: o esqueleto encontrado em Porto das Barcas pertenceu a um indivíduo que teriam aproximadamente 1.60 metros de comprimento e cerca de meio metro de altura.

Este dinossauro encontrado em Portugal é ligeiramente mais pequeno que os exemplares mais bem conhecidos deste grupo, como são caso do representante Norte-americano Dryosaurus.

A descoberta e o estudo desta nova espécie foram desenvolvidos por uma equipa internacional de investigadores da Sociedade História Natural (Torres Vedras), do Grupo de Biologia Evolutiva da UNED (Espanha) e da Universidade de Lisboa, que se têm dedicado conjuntamente e nas últimas décadas ao estudo das faunas de vertebrados, em particular dinossauros, do Jurássico Superior português.
Retirado daqui http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59247&op=all

Eousdryosaurus seria assim?


Porto das Barcas é assim. E há milhões de anos atrás não deveria ser muito diferente. Se os dinossauros desapareceram, a natureza que os viu aparecer e desaparecer não terá mudado muito... O mar azul, as ondas alterosas, os céu silencioso...