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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Quando as galinhas tinham dentes

«A exposição T-rex: quando as galinhas tinham dentes vai transportar os visitantes do Pavilhão do Conhecimento numa viagem ao tempo dos dinossauros.

Miúdos e graúdos poderão olhar nos olhos de um T-rex em tamanho real com mais de cinco metros de comprimento e assistir a cenas de enorme realismo com animais robotizados, tais como um T-rex a alimentar-se de um Triceratops ou um Ankylosaurus a defender-se com a sua impressionante cauda.»

Se não fosse o meu neto, nunca me teria posto a caminho do Pavilhão do Conhecimento.
Nunca saberia o que tinha perdido!

«Estes são animais mortos» como tratou de se assegurar o meu querido J. Pelo sim, pelo não, não há como confirmar, e voltar a confirmar para que não haja possibilidade de nos esquecermos!!

Até eu, que gostei tanto de os ver, fico bastante reconfortada por saber que estão mortos em todo o sítio do planeta Terra. E que não há clonagem que valha!!!

Imagino que, de um momento para o outro (contra todas as evidências científicas, mas isso é algo que, felizmente, não preocupa a imaginação) por um eterno encantamento mágico, se transformaram em pobres e desgraçadas galinhas... As galinhas, as tão maltratadas galinhas, são as suas descendentes, os seus vestígios vivos. Nesse tempo, naquele tempo, há muito, muito, mesmo muito tempo, tinham dentes...






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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Como treinar o seu dragão


«Como Treinar seu Dragão é uma animação computadorizada original da Dream Works Studios baseado no livro de mesmo nome How to Train Your Dragon de 2003. A animação reúne vozes de grandes atores como Jay Baruchel, America Ferrera, Jonah Hill e Gerard Butler. Foi lançado originalmente nos cinemas em 26 de fevereiro de 2010 nos Estados Unidos, em 26 de março de 2010 no Brasil e em 25 de março de 2010 em Portugal. Lançado também em versão 3-D e é dirigido por Chris Sanders, criador de Shrek e Madagascar» (retirado da Wikipedia).
 
Belas imagens, boa animação, uma história edificante. O jovem, aparentemente frágil, que desafia as regras habituais, consegue vencer. A inteligência, a sensibilidade e a amizade valem mais do que a força bruta.
 
O J. fez questão que visse este filme com ele. E fez bem.
Em francês.
 
 
 
 

Faísca Mcqueen e seus amigos

 
Já perdi a conta aos carrinhos que o J. tem desta coleção.
E quando penso que já acabaram as novidades, logo aparece um objecto de desejo, inesperadamente, numa visita ao hipermercado!
 
A Sally! A bela Sally! A namorada do Mcqueen. Namorada, pois.
 ( se fosse portuguesa seria a Célia, como disse acertadamente o avô G.)
 
 
 
 
Por mais esforço que faça, não consigo entender estas ditas «novidades» senão como formas de fazer negócio rentáveis.
Procuro ser sensata a lidar com estas situações.
A alegria do J. paga todo este esforço.
 
 
 
 
 

De neto para avó

- Vamos ao moinho?
- Sim.
- Levamos uma cabacinha de vinho?
- Sim.
- Penduramo-la num carvalhinho?
- Sim.
- Vamos ver quem é o galo e a galinha?

- Ffffffffff (som de sopro...)

«Ganhei!», diz o J.
Quem soprar mais forte ganha, explica o J., perante o meu ar de quem não estava a perceber muito bem...
«Quem sopra mais forte é o galo», completa a mãe.

Nunca tinha ouvido esta lengalenga.
É divertida, como todas costumam ser.
E gostei muito de a ter aprendido do meu querido neto.

domingo, 14 de julho de 2013

Alouette gentille alouette

Para mim esta canção é do tempo em que por cá se dizia que os bebés vinham de França nos bicos das cegonhas...
é do tempo em que de Paris chegava a cultura e a filosofia...
em que para França partiam os pobres e os ricos
                          os estudantes os pintores os prosadores e os poetas

alouette gentille alouette
je te plumerai le bec

não voltavam ou voltavam
traziam palavras
chegavam com canções
com ideias e com esperança

a França era um lugar para se desejar

esta canção é agora do tempo em que da França já não chegam palavras
e pouca já é a filosofia
poucos partem poucos chegam
já lá não moram sonhos

alouette gentille alouette
je te plumerai la tête

E assim, sem cabeça, gentil cotovia
andamos todos
que tudo nos cortam
as asas
e as asas
o bico
e o bico

alouette gentille alouette
soa bem
é bom de se entoar
mesmo que cotovia seja uma palavra mais bonita
e a história de uma cotovia a quem tudo depenam seja uma história triste

"depenar" também é uma palavra mais bonita do que "plumer"
E ainda mais bonita é a expressão "perder a pena"...

o que vale é que aprendemos estas canções no tempo em que não havia porquês
assim as repetimos sem explicações
e com o mesmo entusiasmo infantil...

alouette gentille alouette
alouette je te plumerai....


Gosto desta versão... será do ritmo, do ar indiferente da cotovia? A verdade é que já conquistou a C. e o J.



A seguinte é uma versão mais literal...