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domingo, 14 de julho de 2013

Alouette gentille alouette

Para mim esta canção é do tempo em que por cá se dizia que os bebés vinham de França nos bicos das cegonhas...
é do tempo em que de Paris chegava a cultura e a filosofia...
em que para França partiam os pobres e os ricos
                          os estudantes os pintores os prosadores e os poetas

alouette gentille alouette
je te plumerai le bec

não voltavam ou voltavam
traziam palavras
chegavam com canções
com ideias e com esperança

a França era um lugar para se desejar

esta canção é agora do tempo em que da França já não chegam palavras
e pouca já é a filosofia
poucos partem poucos chegam
já lá não moram sonhos

alouette gentille alouette
je te plumerai la tête

E assim, sem cabeça, gentil cotovia
andamos todos
que tudo nos cortam
as asas
e as asas
o bico
e o bico

alouette gentille alouette
soa bem
é bom de se entoar
mesmo que cotovia seja uma palavra mais bonita
e a história de uma cotovia a quem tudo depenam seja uma história triste

"depenar" também é uma palavra mais bonita do que "plumer"
E ainda mais bonita é a expressão "perder a pena"...

o que vale é que aprendemos estas canções no tempo em que não havia porquês
assim as repetimos sem explicações
e com o mesmo entusiasmo infantil...

alouette gentille alouette
alouette je te plumerai....


Gosto desta versão... será do ritmo, do ar indiferente da cotovia? A verdade é que já conquistou a C. e o J.



A seguinte é uma versão mais literal...





1 comentário:

  1. gostei muito da versão mais literal:) só o depenar da cabecita da ave me arrancou penas:))

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