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quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Poesia




A zebra quis
ir passear
mas a infeliz
foi para a cama


- teve de se deitar
porque estava de pijama.


Sidónio Muralha


Pois é! Isto de andar sempre de pijama às riscas!!!

3 comentários:

  1. Uauuuuu....quem me dera ser uma zebra. podia deitar-me a qualquer hora:)).

    Ai se não fosse a poesia "se não fora eu ter-te assim sempre à beirinha de mim, eu já teria morrido, ou já teria bebido algum tinteiro de tinta." é assim de cor um bocadinho de um poema julgo que de José Régio mas pode ser outro qualquer, julgo que à mãe ou às cartas que lhe escrevia...ou assim.
    bjinho

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    Respostas
    1. Mais uma oportunidade de lembrar José Régio.

      COLEGIAL
      Em cima da minha mesa,
      Da minha mesa de estudo,
      Mesa da minha tristeza
      Em que, de noite e de dia,
      Rasgo as folhas, leio tudo
      Destes livros em que estudo,
      E me estudo
      (Eu já me estudo…)
      E me estudo,
      A mim,
      Também,
      Em cima da minha mesa,
      Tenho o teu retrato, Mãe!

      À cabeceira do leito,
      Dentro dum lindo caixilho,
      Tenho uma Nossa Senhora
      Que venero a toda a hora…
      Ai minha Nossa Senhora
      Que se parece contigo,
      E que tem, ao peito,
      Um filho
      (O que ainda é mais estranho)
      Que se parece comigo,
      Num retratinho,
      Que tenho,
      De menino pequenino…!

      No fundo da minha mala,
      Mesmo lá no fundo, a um canto,
      Não lhes vá tocar alguém,
      (quem as lesse, o que entendia?
      Só riria
      Do que nos comove a nós…)
      Já tenho três maços, Mãe,
      Das cartas que tu me escreves
      Desde que saí de casa…
      Três maços – e nada leves! –
      Atados com um retrós…

      Se não fora eu ter-te assim,
      A toda a hora,
      Sempre à beirinha de mim,
      (Sei agora
      Que isto de a gente ser grande
      Não é como se nos pinta…)
      Mãe!, já teria morrido,
      Ou já teria fugido,
      Ou já teria bebido
      Algum tinteiro de tinta!

      Tirei daqui:
      http://ardaguarda.blogs.sapo.pt/153671.html

      Bjs querida amiga

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  2. Obrigada, minha doce amiga. Tu enquadras os meus fragmentos de memória. Não sei por que os não procuro eu. Talvez para não mexer no que o poema deixou.
    Tenho um maço de cartas atadas com um retrós. E não são da minha mãe. Nem de nenhum namorado. Mas o facto é que existem, têm letras que formam palavras e são para mim:)
    A vida tem coisas destas, né?
    bj

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