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segunda-feira, 4 de julho de 2016

O Principezinho - o livro (1)


Livro de avós, de filhos e de netos...
Qual o segredo do êxito desta obra, editada pela primeira vez há cerca de 75 anos, em 1943, atualmente publicada pelo mundo inteiro e unanimemente reconhecida como um clássico da literatura infantil? 
Se há uma essência do humano, ela está aqui. Mesmo que seja preciso passar pelo deserto para a encontrar. 







«Uma vez, quando eu tinha seis anos, vi uma imagem magnífica num livro sobre a Floresta Virgem chamado “Histórias Vividas”. A gravura mostrava uma jibóia a engolir uma fera. Fiz-vos esta cópia.
O livro dizia que “a jibóia engole a presa inteira, sem mastigar. Depois não se pode mexer e passa os seis meses de digestão a dormir.”
Então, pensei e tornei a pensar nas aventuras da selava, peguei num lápis de cor e fiz o meu primeiro desenho. O meu desenho número 1. Ficou assim:
Fui mostrar a minha obra-prima às pessoas crescidas. Perguntei-lhes se o meu desenho metia medo.
As pessoas crescidas responderam: “Porque é que um chapéu havia de meter medo?”
O meu desenho não era um chapéu. O meu desenho era uma jibóia a fazer a digestão de um elefante. Para as pessoas crescidas entenderem, porque as pessoas crescidas estão sempre a precisar de explicações, fui desenhar a parte de dentro da jibóia. O meu desenho 2 ficou assim:
As pessoas crescidas disseram que era preferível eu deixar-me de jibóias abertas e jibóias fechadas e dedicar-me à geografia, à história, à matemática e à gramática. E assim abandonei, aos seis anos de idade, uma magnífica carreira de pintor. Ficara completamente abalado com o insucesso do meu desenho número 2. As pessoas crescidas nunca entendem nada sozinhas e uma criança acaba por se cansar de lhes estar sempre a explicar tudo.
Escolhi, portanto, outra profissão e aprendi a pilotar. Conheci grande parte do mundo de avião. E, afinal, a geografia acabou por me prestar bons serviços. Saber distinguir a China do Arizona à primeira vista pode ser bastante útil depois de uma noite a voar sem rumo certo.
Com um trabalho deste género tive, evidentemente, uma data de contactos com uma data de gente importante. Vivi durante anos e anos no mundo das pessoas crescidas. Vi-as de bem perto. Não fiquei com muito melhor opinião delas.»
(…)
retirado de
https://psicologosepsicologias.com/2013/07/07/%CF%88coisas-15-o-principezinho/

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