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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Aniki Bóbó

Quem da minha geração, e da geração dos pais dos meus netos, não se lembra deste filme?  E o que nos ríamos com a cena passada na sala de aula em que um aluno lê, ou melhor, soletra:
   - O-Jo-ão par-vu.
   - Parvu é o menino. Reação lesta do professor, perante a risada geral.

O autor deste filme, Manoel de Oliveira, faleceu ontem. Viveu 106 anos e dele se dizia que era o mais velho cineasta do mundo no activo. Lembro-me de ter lido há algum tempo uma entrevista sua em que, a dado passo, referia o facto de já não ter nenhum dos amigos da sua geração vivos... Viveu muito tempo para o tempo que habitualmente os deuses destinam aos humanos. Mas viveu pouco tempo para tudo aquilo que deixou para fazer.
«A morte é a única certeza na vida que temos», dizia Oliveira, embora não fosse por isto que Oliveira era o Mestre!
Ficam os filmes.


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